Agenda fraca deve impor queda em bolsas de NY

As bolsas de Nova York devem começar a semana em alta com a redução da pressão geopolítica sobre as ações. Em um dia de agenda esvaziada, sem indicadores de grande repercussão, a sessão deve abrir seguindo o movimento de alta generalizada na Europa. Às 10h10 (de Brasília), no mercado futuro, o Dow Jones subia 0,56%, o S&P 500 ganhava 0,56% e o Nasdaq avançava 0,52%.

ALEXANDRE DALLARA, COM INFORMAÇÕES DA DOW JONES NEWSWIRES, Estadão Conteúdo

18 de agosto de 2014 | 10h20

No domingo, 17, ministros de Relações Exteriores da Rússia, Ucrânia, Alemanha e França se reuniram para discutir a crise no Leste Europeu. O representante russo, Sergey Lavrov, disse que um acordo para a entrada do comboio de caminhões com ajuda humanitária foi firmado, o que reduz a possibilidade de conflitos na região.

Em relação aos dados do dia, o índice de confiança das construtoras de agosto, que será divulgado às 11h (de brasília) desta segunda-feira, 18, deve se manter em 53, mesmo patamar de julho. O indicador não costuma ter grande feito nas bolsas.

Nesta semana, o mercado deve reagir à ata da última reunião do Federal Reserve, que será divulgada na quarta-feira, e ao simpósio do Jackson Hole, onde se pronunciarão na sexta-feira a presidente do Fed, Janet Yellen, e o chefe do Banco Central Europeu (BCE), Mario Draghi.

Há expectativas de que a autoridade monetária dos EUA dará sinais de redução dos incentivos à liquidez, o que poderia prejudicar o desempenho das bolsas. Mas, segundo a opinião de analistas, os resultados positivos recentes da economia norte-americana, com a melhoria contínua do mercado de trabalho e o bom crescimento do segundo trimestre, devem pesar mais no desempenho da renda variável norte-americana. Entre os indicadores que serão publicados nos próximos dias, o índice de preços ao consumidor e dados de atividade industrial devem atrair as atenções do mercado.

No noticiário corporativo, a proposta de compra da Family Dollar pela Dollar General por US$ 8,95 bilhões faz as ações das duas companhias subirem fortemente no pré-mercado. Os papéis da Family Dollar tinha alta de 5,00% e ganhavam 10,37%.

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