Ágora reitera recomendação de manter ações da Suzano Pet

Em relatório divulgado na quarta-feira, a Ágora Corretora informa que revisou as projeções para a Suzano Petroquímica, com redução do preço-alvo para dezembro de R$ 5,50 por ação para R$ 4,40. No entanto, a casa reitera a recomendação de "manter" para os papéis da companhia. Conforme o analista Luiz Otávio Broad, a manutenção da recomendação para a Suzano Petroquímica leva em conta a forte redução de sua rentabilidade e o corte no preço-alvo reflete novas premissas macroeconômicas, elevação do preço do barril do petróleo e fracos resultados do primeiro semestre. Ontem, a ação da empresa terminou o dia valendo R$ 3,60 na Bolsa de Valores de São Paulo. Com preço-alvo de 4,40 para dezembro, a ação tem potencial de valorização de 22% até o fim do ano. Conforme o especialista, apesar da revisão, a expectativa é a de que os resultados operacionais da companhia se recuperem a partir deste segundo semestre, em decorrência da melhora "nos spreads (diferenças) entre os preços das resinas e o preço da nafta no mercado internacional e do aumento da taxa de utilização da capacidade da Rio Polímeros (Riopol)". Ainda assim, destaca Broad, as margens da Suzano seguirão distantes daquelas apuradas em 2004. Para este ano, a corretora projeta para a empresa Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortizações) consolidado de R$ 120,5 milhões, uma queda 48,2% em relação ao ano passado. A Ágora estima ainda prejuízo líquido ao final de período, de R$ 89,1 milhões, ante lucro de R$ 15,2 milhões em 2005. Para o próximo ano, a casa também espera resultado final negativo da companhia, em R$ 68,2 milhões, em razão do aumento das despesas financeiras, além da amortização do ágio na aquisição do capital total da Polibrasil.

Agencia Estado,

15 de setembro de 2006 | 07h00

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