Agrale aposta em crescimento de 15% nas vendas

A Agrale, líder na produção de tratores de pequeno porte, com até 40 cavalos de potência, aposta num crescimento de vendas da ordem de 15% para 2007 em relação ao ano passado e que 2008 seja um ano de consolidação. Os bons negócios deverão começar a ser fechados durante a Agrishow, iniciada hoje em Ribeirão Preto (SP) e que segue até o próximo sábado. O gerente de vendas de tratores, Silvio Rigoni, diz que esse período de retomada do agronegócio brasileiro, após dois anos de dificuldades, dá um novo impulso à atividade. "As commodities estão com preços internacionais bastante favoráveis, a safra está muito boa, o clima ajudou muito. Há otimismo no campo novamente, tudo para ter uma retomada forte, especialmente devido ao desempenho do setor de agroenergia", afirmou. Com 6% do mercado, concorrendo com multinacionais, o segredo da Agrale está em buscar os nichos de mercado. "Por sermos uma empresa com 100% de capital nacional, temos flexibilidade maior para entrar na necessidade específica do cliente. Também colocamos foco grande no pós-venda", disse. O diretor da área de vendas e marketing da empresa, Flavio Crosa, disse que a opção da empresa é sempre por projetar produtos "simples, práticos, de baixo custo operacional e manutenção", especialmente pelo "peso" que pequenos e médios produtores representam nos negócios. De acordo com Crosa, eles foram os principais responsáveis por um crescimento da participação de mercado da Agrale de 27% no ano passado, ante os 15% do mercado de máquinas no País. "Atuamos nas vendas de máquinas de segmentos de pequeno, médio e grande porte. Nos dois primeiros, a crise recente não foi tão sentida quanto nos maiores", afirmou Crosa. A Agrale lança durante a Agrishow o trator BX 6180, destinado a médias e grandes propriedades que cultivam cana-de-açúcar, grãos e algodão, completando sua linha de tratores, que começa nos 15 cavalos. O motor é MWM, 168 cavalos, torque máximo de 559 newton metros, que promete proporcionar melhor desempenho e baixo custo operacional, com consumo de 16 a 20 litros dependendo da atividade. A máquina começa a ser comercializada no segundo semestre no País e em 2008 passa a ser exportada.

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