Alckmin pressiona Serra e PSDB para definir candidato

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, disse nesta segunda-feira que acha ter chegado o momento de o PSDB definir o nome que disputará a sucessão presidencial. Pré-candidato e em campanha aberta, Alckmin aguarda uma decisão de José Serra, prefeito de São Paulo e seu principal adversário no partido, se sairá ou não candidato. "É um sentimento de todo o partido, de que chegamos à hora de decisões e que isso não precisa ser feito na véspera do dia 31 de março", disse o governador. A resposta de Serra era aguardada na quinta-feira da semana passada, quando era esperado seu encontro com o presidente nacional do PSDB, senador Tasso Jereissati, para dizer se aceitaria ser o candidato do partido. O prefeito paulistano, se recusa a disputar prévias com Alckmin e impõe como uma das condições para ser candidato o apoio incondicional do partido. Serra passou o carnaval em Buenos Aires, voltou apenas na sexta-feira e, desde então, recusa-se a dizer se é candidato. No PSDB, o encontro de Serra com Tasso é esperado para ocorrer ainda nesta segunda-feira. Enquanto Serra ganha tempo para amadurecer sua decisão, Alckmin usa todos os palanques disponíveis para reafirmar que quer ser o candidato do partido. Hoje, por exemplo, Alckmin participou, em Santos, da missa em homenagem ao governador Mário Covas, morto há cinco anos, de quem foi vice-governador. O governador assistiu a missa ao lado de diversos nomes do PSDB que apóiam sua pré-candidatura, inclusive ao lado de Lila Covas, viúva de Mário Covas, que vem defendendo publicamente o nome de Alckmin para disputar a Presidência da República e a permanência de Serra na prefeitura de São Paulo. "A Dona Lila é muito franca, muito espontânea", afirmou Alckmin. Perguntado se a ausência de Serra na missa poderia significar algum desconforto do prefeito com o apoio de Lila Covas, Alckmin insistiu que os eventos da manhã de hoje são apenas o início de um dia de homenagens, que será encerrado à noite, em uma cerimônia da Sala São Paulo, na capital paulista. "Eu quero deixar claro o seguinte: quem apostar em divisão do PSDB vai errar. O partido estará unido."

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