Alcoa mantém investimentos de longo prazo no Brasil

O presidente mundial da gigante do alumínio Alcoa, Alain Belda, avalia que o Brasil precisa crescer e travar o avanço dos gastos. Com o cenário atual, ele acredita que o crescimento do País pode permanecer na casa dos 3%. Ainda assim, a empresa está investindo US$ 2 bilhões em projetos voltados basicamente para exportações.?Estamos com vários investimentos aqui, na área de energia, o projeto de bauxita no Pará, a expansão da fábrica de São Luiz do Maranhão. São projetos em andamento, voltados para exportação?, comenta Belda, que na sexta-feira passada participou do Wharton Forum Alumini Global, no Rio.Fundada em 1888, nos Estados Unidos, a Alcoa tem 129 mil funcionários em 43 países e fatura ao redor de US$ 26,2 bilhões no mundo. No Brasil, a receita líquida é de R$ 2,2 bilhões. Belda explica que os investimentos da companhia não são afetados pelo câmbio atual, porque são de longo prazo. ?Nossos projetos são de 50 anos. Quer dizer, o fato de que o câmbio esteja forte ou fraco nesse momento não interessa nesse caso, porque isso passa?, afirmou. ?O câmbio brasileiro acaba sempre se ajustando a uma realidade. Da mesma forma como o câmbio americano está se ajustando à realidade?, comentou o executivo.Durante o seminário, que comemorou os 125 anos da Wharton School, escola de administração da Universidade da Pensilvânia, foi discutida a situação da economia do País, com a participação do presidente do Banco Central (BC), Henrique Meirelles, e de Armínio Fraga, ex-presidente do BC, entre outros.Entre os temas que foram discutidos estavam o baixo crescimento da economia, comparado a outros países, e os fatores que limitam uma expansão maior do País. Para Belda, ?a matemática é simples?: com 12% de taxa de juros real, o superávit atual e a dívida pública equivalente a 50% do Produto Interno Bruto (PIB), o País consegue crescer apenas 3% ou 3,5%. ?Você não muda nada, fica onde está?, afirmou.Segundo ele há desafios a se enfrentar, como a redução da ?ineficiência do estado? e a elevada carga de impostos, ?seja pelo travamento no gasto e o crescimento do País, porque acho que redução de gasto, mesmo, é uma tarefa muito difícil política e administrativamente de ser feita?.Com o crescimento do País, redução de custos e a formalização da economia, é possível reduzir a carga tributária e permitir ao País crescer mais. Ele também comentou que a taxa de risco país vem caindo, devido principalmente ao excesso de liquidez internacional.

Agencia Estado,

14 de agosto de 2006 | 11h07

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