Alemanha não atrai demanda para leilão de títulos

Em um leilão separado, Portugal vendeu o máximo intencionado de 1 bilhão de euros em títulos do cinco anos

Cynthia Decloedt, da Agência Estado,

26 de maio de 2010 | 11h01

O rendimento historicamente reduzido dos papéis do governo alemão deixou o leilão de títulos de cinco anos do país esvaziado e alguns investidores optando por outros papéis de alta qualidade e melhor rendimento, como os holandeses.

 

Em um leilão separado, Portugal vendeu o máximo intencionado de 1 bilhão de euros em títulos do cinco anos, enquanto a Itália obteve sólida demanda por 11 bilhões de euros em títulos de curto prazo, já que o programa de compra de títulos pelo Banco Central Europeu (BCE) e o pacote de estabilidade estimulam a confiança. Tanto Portugal quanto a Itália pagaram juro maior hoje do que nos leilões anteriores.

 

"O leilão de notes de cinco anos da Alemanha foi claramente desapontador de todos os modos", disse Jan von Gerich, analista sênior da Nordea em Helsinki. "O mau resultado do leilão foi, sem dúvida, resultado do nível recorde de baixa que se encontra a taxa alemã somada à condição extremamente volátil dos mercados".

 

O rendimento do título de cinco anos chegou a mínima de 1,40% mais cedo e o rendimento do bund de 10 anos recuou para abaixo de 2,60%. Ambos recuperaram-se depois.

 

O Bundesbank, o banco central alemão, vendeu 5,445 bilhões de euros em títulos com vencimento em abril de 2015 à taxa média de 1,47%. A oferta de 7 bilhões de euros desses títulos atraiu 6,12 bilhões de euros em demanda. É a segunda vez que isso acontece este ano, após a oferta de 3 bilhões de euros de bund de 30 anos não ter atingido a demanda desejada em abril. Na semana passada, uma oferta de bund de 10 anos quase não conseguiu ser totalmente colocada.

 

A fraca demanda no leilão alemão "não surpreende, diante do baixo juro e do fraco apelo dos bônus de importantes governos esta manhã, assim como da baixa taxa de oferta/demanda do leilão de ontem do Tesouro dos EUA", disse o estrategista do ING Commercial Banking em Amsterdã, Wilson Chin. "De modo geral, acreditamos que, no atual ambiente de nervosismo, a demanda tem sido boa por bônus de governos centrais".

 

Separadamente, Portugal vendeu 1 bilhão de euros de títulos com vencimento em outubro de 2015, à taxa média de 3,701%, acima da taxa média de 3,498% paga no leilão anterior. A média oferta/demanda foi de 1,8. As informações são da Dow Jones.

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