Alívio externo ajuda Bovespa a abrir em alta

A Bovespa abriu em alta nesta sexta-feira, acompanhando a calmaria externa, após dois dias bastante tensos, em meio às preocupações com a economia global. A corrida presidencial continua no radar dos investidores, após Aécio Neves (PSDB) e Dilma Rousseff (PT) protagonizarem uns dos debates mais agressivos dos últimos 25 anos.

ÁLVARO CAMPOS, Estadão Conteúdo

17 de outubro de 2014 | 11h05

Às 10h25, o Ibovespa subia 1,74%, aos 55.245,80 pontos. Mesmo assim, por enquanto o índice ainda caminha para encerrar a semana com perdas, caindo 0,12% no acumulado das últimas cinco sessões. Entre as blue chips, Petrobras (ON +3,00% e PN +2,90%), Vale (ON +0,11% e PN +0,35%) e Itaú (+1,51%) subiam.

No exterior, os mercados são ajudados por declarações de representantes de bancos centrais sugerindo a manutenção da liquidez para sustentar as atividades econômicas. Ontem, comentários do presidente do Federal Reserve de St. Louis, James Bullard, levantaram a possibilidade de ampliar as compras de bônus. Hoje, a presidente do BC norte-americano, Janet Yellen, não falou de política monetária, comentando apenas que as desigualdades de renda aumentam mais rápido nos EUA que em outras economias avançadas, ou seja, expressando preocupações sobre a qualidade da recuperação no mercado de trabalho.

Entre os indicadores divulgados hoje no país, as construções iniciadas de moradias subiram 6,3% em setembro ante agosto, bem mais do que a alta de 4,6% prevista pelos analistas. No mundo corporativo, o Morgan Stanley anunciou nesta manhã lucro líquido de US$ 1,7 bilhão no terceiro trimestre, forte alta ante igual período do ano passado e acima do esperado pelos analistas do setor financeiro. A GE também bateu estimativa dos analistas.

Às 10h32, o Dow Jones subia 0,79%, o S&P 500 ganhava 0,67% e o Nasdaq avançava 1,37%. Na Europa, a Bolsa de Londres avançava 1,19%, Paris tinha alta de 2,35% e Frankfurt registrava valorização de 1,98%.

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