Alta da Bovespa ganha força com plano europeu

O embalo da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) em outubro ganha ritmo ainda mais forte hoje, diante da festa após a Europa anunciar um pacote de medidas contra a crise. Nos Estados Unidos, os dados sobre Produto Interno Bruto (PIB) e desemprego vieram praticamente em linha com o esperado e não devem azedar o humor dos investidores. Às 11h15, o índice Bovespa (Ibovespa) subia 3,47%, aos 59.127 pontos.

OLÍVIA BULLA, Agencia Estado

27 de outubro de 2011 | 11h20

"Os cenários interno e externo favorecem a continuidade da recuperação técnica da Bolsa", avalia o economista da Senso Corretora, Antônio César Amarante. Ele destaca que a trajetória ascendente vem sendo alimentada pela restauração da confiança dos investidores, que estavam temerosos quanto à evolução do cenário econômico na Europa e nos EUA. Mas esta quinta-feira está repleta de boas notícias.

Já na madrugada, os mercados financeiros saudavam o amplo acordo anunciado por líderes europeus para sanar a delicada situação fiscal da região. O pacote é formado por um tripé que prevê um desconto (haircut) de 50% na dívida da Grécia, a fim de trazer o endividamento do país mediterrâneo para 120% do PIB até 2020; uma alavancagem de quatro a cinco vezes no tamanho do fundo de resgate europeu (EFSF), podendo chegar a 1 trilhão de euros; e também a recapitalização dos bancos europeus, com necessidade estimada em 106 bilhões de euros.

Já nos EUA, a economia norte-americana cresceu 2,5% entre julho e setembro de 2011, segundo números preliminares divulgados hoje, no melhor desempenho do PIB do país em um ano. O resultado ficou levemente abaixo da estimativa, de alta de 2,7%, mas mostra uma aceleração da atividade em relação ao crescimento de 0,4% nos três primeiros meses deste ano e de 1,3% no segundo trimestre. Também ficou ligeiramente menor que a previsão a queda nos pedidos de auxílio-desemprego. O número de trabalhadores que entraram pela primeira vez com essa solicitação cedeu 2 mil na semana passada, para 402 mil, ante previsão de -3 mil.

No Brasil, a ata da reunião de outubro do Copom, quando a taxa básica de juros foi reduzida para 11,50% ao ano trouxe poucas novidades. Ainda assim, o documento divulgado nesta manhã pelo Banco Central reforça a avaliação de ajustes moderados na Selic no horizonte de curto prazo e convergência da inflação para a meta até o fim de 2012.

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