Alta da taxa de redesconto mostra Fed mais confiante, diz Prudential

A elevação da taxa de redesconto nos Estados Unidos evidencia que o banco central norte-americano, o Federal Reserve, está começando a ficar mais confiante na recuperação da economia e também na estabilização dos mercados financeiros, ponderou o chefe de estratégia de investimentos da Prudential International Investments Advisers, John Praveen, ao programa AE Broadcast Ao Vivo, da Agência Estado. "Este é o primeiro passo no processo de normalização dos juros", acrescentou.

Nalu Fernandes, da Agência Estado,

19 de fevereiro de 2010 | 17h56

 

Com a elevação de 0,25 ponto porcentual, a taxa de redesconto foi para 0,75%. Dados do Fed apontam que a taxa de redesconto estava em 2,25% antes de setembro de 2008, quando houve o agravamento da crise internacional com a falência do banco Lehman Brothers. Como parte das medidas para enfrentar a crise, a taxa chegou a ser reduzida duas vezes pelo BC dos EUA em outubro de 2008, fechando o ano em 0,50%.

 

É por isso que o analista pondera que a decisão do Fed agora reflete um processo de normalização para as taxas que remuneram os financiamentos de urgência dos bancos.

 

Praveen prevê que o Federal Reserve deve iniciar o aperto dos Fed funds no quarto trimestre deste ano, ou talvez no início de 2011. Embora a percepção de que o Fed irá drenar parte da liquidez já estivesse sendo antecipada pelos mercados financeiros nos primeiros meses do ano, o esperado início da elevação do juro básico deve ser antecipado pelas Bolsas, e outros ativos, principalmente no segundo semestre deste ano.

 

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