Alta do dólar acelera projeto de nacionalização

A alta do dólar levou a Chery do Brasil a antecipar seu programa de nacionalização de peças e a apressar um projeto de criação de um parque de fornecedores ao lado da fábrica inaugurada em Jacareí (SP) em agosto.

CLEIDE SILVA, Estadão Conteúdo

13 Dezembro 2014 | 10h01

Antes previsto para o fim de 2016 ou 2017, o polo industrial da Chery deve estar pronto antes desse prazo, disse o vice-presidente da empresa, Luis Curi.

Segundo ele, cinco fabricantes de componentes já confirmaram fábricas no terreno ao lado da fábrica, dois deles chineses. A montadora já havia confirmado a produção de motores em local próximo à fábrica.

"Quando fizemos o projeto do polo o dólar estava em R$ 2,20 e agora trabalhamos com valor próximo a R$ 2,50, o que representa um impacto grande nos custos de importação", afirmou.

O modelo Celer, primeiro carro que a marca está produzindo no Brasil e que começará a ser vendido em março tem cerca de 45% de peças nacionais, porcentual que irá a 50% em 2015, com planos de atingir 80% até 2019.

No segundo semestre do próximo ano, a Chery inicia a produção local do compacto QQ e, em 2016, do utilitário Tiggo. O grupo espera produzir 30 mil veículos em 2015, número que subirá para 50 mil no ano seguinte. As vendas neste ano devem fechar em 10 mil veículos importados, ante 7,4 mil em 2013.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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