Alta do iene afeta bolsas asiáticas; Taiwan perde 3,7%

As bolsas asiáticas começaram a semana em queda generalizada, influenciadas principalmente pela preocupação dos investidores com a valorização do iene. A cotação da moeda japonesa deve ser impulsionada pelo abandono de posições vendidas nas operações conhecidas como ?carry trades?. Nessas operações, os investidores se aproveitavam das baixas taxas de juros japonesas para realizar empréstimos em ienes e comprar moedas estrangeiras. A recente valorização do iene pode fazer com que tais operações deixem de ser lucrativas. Em Hong Kong, o índice Hang Seng fechou abaixo dos 19 mil pontos pela primeira vez desde 19 de dezembro. O índice caiu 4%, para 18.664,88 pontos. O principal motivo para o resultado, além da alta do iene, foi a expectativa de um balanço decepcionante a ser apresentado pelo HSBC após o fechamento da bolsa. As ações do banco recuaram 2,5%. A peso-pesado China Mobile caiu 6%. A Bolsa de Taipé, em Taiwan, teve hoje a maior queda em pontos dos últimos 33 meses, influenciada por um discurso fortemente pró-independência do presidente Chen Shui Bian e pela continuação do resultado negativo nos mercados da região. O índice Taiwan Weighted caiu 3,7%, para 7.344,56 pontos. Falando no domingo a um grupo pró-independência da ilha, Chen afirmou que Taiwan ?deveria ser independente e ter seu próprio nome?, em um discurso que foi considerado pelos analistas como uma provocação à China. Segundo os operadores, as declarações de Chen levantaram o receio de que o ambiente político provoque uma fuga de investimentos estrangeiros. O setor mais prejudicado foi o de turismo, pois os investidores consideram que o discurso presidencial afasta a possibilidade de que Taiwan levante as restrições à entrada de turistas chineses. Formosa International Hotels e Ambassador Hotel caíram 6,8%. Na Coréia do Sul, a Bolsa de Seul seguiu a tendência dos demais mercados e também fechou em queda, com o índice Kospi marcando uma perda de 2,7%. aos 1.376,15 pontos. A siderúrgica Posco, com desvalorização de 8,5%, e as empresas de construção civil lideraram a baixa. A possibilidade de um aperto monetário na China, para onde se destina a maior parte das exportações da Posco, prejudicou as ações da siderúrgica, embora as medidas já fossem amplamente esperadas. O receio de uma súbita desvalorização do iene também afetou o resultado. Na Bolsa de Sydney, na Austrália, a baixa resultou do temor de uma queda no preço das commodities e de um novo recuo no pregão de hoje do mercado acionário norte-americano. O índice S&P/ASX 200 caiu 2,3%, aos 5.653,60 pontos. O maior impacto negativo veio dos papéis da BHP Billiton, que se desvalorizaram 2,9%. Rio Tinto baixou 2,5% e Woodside Petroleum perdeu 4,2%. Nas Filipinas, os investidores também se mostraram preocupados com a possibilidade de mais um dia de queda nos mercados internacionais, liderados pelas bolsas dos EUA. O índice PSE Composto da Bolsa de Manila afundou 4,5%, para 2.997,88 pontos. SM Investments perdeu 6,3%, Philippine Long Distance Telephone baixou 2,7% e Ayala Land, 4,8%. O mercado indonésio também seguiu a trilha de descida das demais bolsas asiáticas e o índice JSX Composto da Bolsa de Jacarta fechou em baixa de 3,48%, aos 1.698,82 pontos. A principal blue chip, Telkom, recuou 3,7%, após a queda de suas ADRs em Nova York. Bank Mandiri caiu 4,3%, Bank Rakyat perdeu 2,1% e a mineradora Antam baixou 6,4%. Na Malásia, o índice composto de 100 blue chips da Bolsa de Kuala Lumpur encerrou a sessão com baixa de 4,64%, aos 1.110,69 pontos, enquanto na Bolsa de Cingapura a baixa foi de 3,13%, aos 2.982,29 pontos. As informações são da Dow Jones.

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