Alta dos metais prossegue com indicadores da zona do euro

Valorização das bolsas da Europa ajuda as commodities metálicas a recuperarem as perdas da madrugada

Danielle Chaves, da Agência Estado,

22 de julho de 2010 | 08h44

Os metais básicos dão sequência ao rali desta semana pelo quarto dia seguido, impulsionados por indicadores econômicos melhores do que o esperado na zona do euro. As ações europeias operam em alta, o que ajuda os metais a recuperarem as perdas registradas durante a madrugada.

Na London Metal Exchange (LME), os contratos de cobre e zinco atingiram o maior nível desde o fim de maio, os de chumbo chegaram à máxima em dois meses e os de estanho, perto da máxima em três meses. Por volta de 7h30 (de Brasília), o cobre para três meses operava com alta de 1,24% sobre o fechamento de ontem, para US$ 6.945 por tonelada.

Entre os indicadores divulgados hoje na zona do euro, o índice dos gerentes de compra (PMI) composto preliminar para julho subiu para 56,7, o maior nível em três meses. O dado forte ajudou os metais a deixarem para trás a decepção com o fato de o presidente do Federal Reserve, Ben Bernanke, não ter oferecido novas medidas de estímulo em seu depoimento ao Senado ontem.

O rali desta semana está oferecendo aos metais novos fatores técnicos para compras, conforme patamares de resistência seguem sendo rompidos. O cobre agora está testando os US$ 7.000 por tonelada, enquanto o níquel e o estanho testam os US$ 20.000 por tonelada. Segundo Will Adams, analista da BaseMetals.com, o cobre precisa superar a média móvel de 200 dias, que é de US$ 6.988 por tonelada, para provar que o rali é sustentável.

Um fator negativo para os metais é que o rali fechou a janela de arbitragem para os participantes chineses, já que alguns preços na LME estão agora com um prêmio em relação à Shanghai Futures Exchange. As compras pelos chineses durante as últimas duas semanas foram o estopim para o rali desta semana, embora os volumes baixos de negociação possam ter exagerado os movimentos, segundo o analista do Société Générale David Wilson.

Entre os outros metais negociados na LME, no horário citado acima o alumínio subia 1,15%, para US$ 2.031 por tonelada; o chumbo avançava 2,2%, para US$ 1.906,25 por tonelada; o zinco ganhava 0,73%, para US$ 1.932 por tonelada; o níquel tinha alta de 1,95%, para US$ 19.875 por tonelada; e o estanho caía 0,03%, para US$ 18.365 por tonelada.

Em Nova York, o cobre para setembro negociado na Comex operava em alta de 1,52%, para US$ 3,1400 por libra-peso, às 8h15 (de Brasília).

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