Alta na Bovespa supera 1%, apesar de reversão da OGX

Sob impulso de Petrobras e Vale, o Ibovespa subiu 1,08%, a 54.884 pontos, enquanto OGX perdeu 4,35% depois de saltar 7,45%

Claudia Violante, da Agência Estado,

23 de abril de 2013 | 18h01

Indicadores fracos divulgados ao redor do globo, como números na China, tiveram efeito contrário sobre os ativos de risco. As ações subiram em todo o mundo nesta terça-feira, 23, em meio à percepção de que talvez as economias tenham que adotar medidas para estimular a atividade, entre elas, uma possível redução de juros pelo Banco Central Europeu (BCE). A Bovespa seguiu o comportamento e fechou em alta, puxada por Vale e Petrobras.

A Bolsa doméstica terminou o pregão com alta de 1,08%, aos 54.884,75 pontos. Na mínima, registrou 54.165 pontos (-0,24%) e, na máxima, 55.282 pontos (+1,81%). No mês, acumula perda de 2,60% e, no ano, de 9,95%. O giro financeiro totalizou R$ 10,190 bilhões. Os dados são preliminares.

O clima positivo no exterior surgiu depois que os índices de gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) decepcionaram, entre eles o da China, que recuou para 50,5 na leitura preliminar de abril, de 51,6 em março. Ao invés de gerar mau humor nos mercados, como costuma acontecer, houve a percepção de que os dados frágeis podem levar os governos a adotar medidas de estímulo, como redução de juros pelo BCE já na próxima reunião, em 2 de maio.

As Bolsas europeias fecharam com altas acentuadas e as norte-americanas superaram 1% de ganhos. O Dow Jones terminou com avanço de 1,05%, aos 14.719,46 pontos, o S&P teve alta de 1,04%, aos 1.578,78 pontos, e o Nasdaq finalizou com elevação de 1,11%, aos 3.269,33 pontos.

No Brasil, Petrobras, Vale e OGX se encaminhavam para repetir o comportamento da véspera, quando, na esteira da trajetória internacional, puxaram o índice Bovespa para cima. Mas OGX, que subia, acabou revertendo com notícias sobre a falta de interesse da russa Lukoil em seus ativos.

OGX, que chegou a saltar 7,45%, teve perda de 4,35%, a segunda maior queda do Ibovespa. Petrobras diminuiu o ímpeto de elevação e avançou 2,56% na ON e 2,18% na PN. Os papéis foram puxados pela expectativa positiva com o balanço trimestral, a ser conhecido na sexta-feira, 26, e com as medidas de estímulo anunciadas pelo governo para os setores de etanol e químico.

Por causa das medidas, Braskem PNA disparou 8,30% e liderou o ranking de altas do Ibovespa. Cosan ON teve valorização de 3,20%.

Vale ON avançou 2,58% e PNA subiu 2,21%. À tarde, o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, informou que a proposta do governo para o novo código da mineração deve ser conhecida na primeira quinzena de maio.

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