Amanco é vendida por R$ 1 bilhão para Mexichem

O grupo petroquímico mexicano Mexichem adquiriu ontem 100% das ações da Amanco, empresa de tubos e conexões que tem sede em São Paulo, controlada pelo GrupoNueva. O valor do negócio foi de US$ 500 milhões (cerca de R$ 1 bilhão). ?Compramos a Amanco principalmente porque ela complementa nosso negócio?, disse o presidente da Mexichem, Ricardo Gutiérrez. ?Agora temos toda a cadeia, da produção do polímero ao tubo.? Com a aquisição, a Mexichem estará presente em 29 países.A venda para a Mexichem surpreendeu o mercado, que acreditava que o negócio já estava fechado com o fundo de investimentos Advent International. O fundo tinha um pré-acordo com a Amanco e teria feito uma proposta próxima a US$ 500 milhões. Mas a sinergia obtida com a empresa mexicana traz vantagens que pareceram mais interessantes à Amanco. ?Pensávamos em abrir capital para acelerar o crescimento. Diante da proposta da Mexichem, a venda foi a melhor opção?, disse o presidente do GrupoNueva, Julio Moura.A Mexichem, que em 2006 faturou US$ 1,2 bilhão, estima ultrapassar os US$ 2 bilhões este ano. ?Poderemos aproveitar nossa logística para acelerar os serviços da Amanco e cortar gastos, além de termos fornecimento garantido de PVC?, diz Gutiérrez. A Amanco é vice-líder do mercado brasileiro de tubos e conexões, com vendas de US$ 185 milhões. Ela está atrás da Tigre, com vendas anuais de US$ 600 milhões. Na América Latina, porém, ela é líder. O faturamento da Amanco no ano passado foi de US$ 950 milhões, crescimento de 16% em relação a 2005.A previsão do presidente da Amanco, Roberto Salas, é de que a empresa mantenha o ritmo de crescimento em 2007. ?A princípio não há planos de novas plantas ou investimentos.? No Brasil, ele diz que a empresa continuará a estratégia de se apresentar como uma opção à Tigre.Ontem, a Mexichem também adquiriu, por US$ 250 milhões, o grupo petroquímico colombiano Petco - que produz anualmente cerca de 325 mil toneladas de PVC. A produção deverá atender à Amanco e também ao mercado externo. (Colaborou Agnaldo Brito)

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