Anac confia que leilão da Varig será bem-sucedido

O presidente da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), Milton Zuanazzi, está confiante no sucesso do leilão da Varig, marcado para o dia 19 de julho. Segundo ele, o fato da Justiça ter homologado a proposta é um bom indicativo em função da profunda análise feita pelos juízes da 8ª Vara Empresarial do Rio, responsáveis pelo processo de recuperação judicial da Varig."A Anac, evidentemente, confia (no sucesso do leilão) porque a decisão da Justiça foi baseada em fatos objetivos e concretos", disse Zuanazzi que participou hoje pela manhã da 17ª Reunião do Conselho de Autoridades Aeronáuticas do Sistema de Transporte Aéreo Sub-regional.Zuanazzi informou que o plano de contingência elaborado com a Anac para suprir os cancelamentos de vôos da Varig foi estendido até o dia 18. Mas que se a Varig pedir um novo adiamento, o órgão deve conceder.VarigLogO presidente da Anac reafirmou que não há nada na lei brasileira que obrigue o órgão a analisar a origem dos recursos utilizados na compra de uma companhia aérea. Essa foi uma das críticas que o Sindicato Nacional das Empresas Aeroviárias (Snea) fez por conta da aquisição da VarigLog pela Volo.O sindicato questionava a origem dos recursos, alegando que a Volo excede o porcentual limite de 20% de capital estrangeiro, permitido pela lei brasileira. "Não há na lei brasileira, inclusive na lei de licitações, nada que exija a comprovação da origem do capital. Por que isso seria necessário no caso da VarigLog?" argumentou Zuanazzi. Ele lembrou que a VarigLog foi vendida no passado para a AeroLB e o caso nem sequer foi analisado.Zuanazzi se mostrou tranqüilo em relação ao parecer do órgão que aprovou a compra da VarigLog pela Volo. Segundo ele, a empresa é brasileira, tem dirigentes brasileiros, e 81% do seu capital é nacional. "A Anac está absolutamente tranqüila quanto a sua decisão", disse Zuanazzi ao admitir que o caso pode ser mais tarde questionado na Justiça. Entretanto, ele acredita que a Justiça vai observar que as análises feitas pelo órgão foram "as mais corretas possíveis".

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