Análise: Ações da Vivo têm estréia unificada

As ações da Vivo fecharam em alta ontem, último dia de negociação das cinco companhias abertas do grupo separadamente. Hoje é o dia de estréia no mercado da Vivo Participações, resultado da reorganização anunciada no início de dezembro. Os ativos estiveram fortemente pressionados nesta semana e na passada, levando os papéis a atingir cotação inferior aos preços anteriores à divulgação da reestruturação. Especialistas e investidores acreditam que os papéis da nova empresa poderão mostrar recuperação de preços após as perdas recentes, que, segundo comentários, foram exageradas e sem justificativa suficiente. Quando foi anunciada a reorganização dos ativos da Vivo, os analistas comentavam que a operação representava uma oportunidade de lucros. Gestores de investimento acreditam que, no médio prazo, a Vivo terá um aumento na liquidez, o que poderá levar a uma expansão de sua participação no Índice Bovespa e até mesmo no índice do Morgan Stanley (MSCI). Sendo assim, a companhia deverá atrair mais recursos tanto de investidores nacionais como estrangeiros. A reestruturação reduziu significativamente o risco societário da companhia, pois há tempos o mercado aguardava essa operação. Mas as apostas com base em movimentações dos sócios não terminaram. Agora, a crença é de que, no futuro, a Vivo poderá ser absorvida pela Telesp fixa, nos moldes da transação realizada pelo Grupo Telefónica, na Espanha. Entretanto, uma iniciativa neste sentido aqui, apontam especialistas, ainda pode levar tempo, pois pressupõe a resolução do controle da operadora móvel brasileira, que hoje é dividido com a Portugal Telecom. Por enquanto, o passo mais imediato aguardado é a definição do comando da operadora portuguesa, que está em meio a um processo de análise de uma oferta hostil lançada pelo grupo varejista Sonae, também de Portugal.

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