Analistas alertam para volatilidade no curto prazo

Volatilidade no curto prazo, mas perspectiva de recuperação gradual no médio prazo. Essa continua sendo a aposta majoritária entre os analistas de bancos estrangeiros para o comportamento do real. Eles observam que os fundamentos em torno da moeda brasileira sinalizam que ela deverá recuperar pelo menos parte do espaço perdido nas últimas semanas. Mas para que isso ocorra de uma forma mais sustentada, o atual grau de nervosismo nos mercados com os juros nos Estados Unidos terá de ser reduzido. O banco HSBC mantém inalterada sua previsão para o câmbio no final deste ano, de R$ 2,15 por dólar. "A direção do mercado continua sendo ditada pela performance das bolsas de valores mundiais", disse Clyde Wardle, estrategista do banco britânico. Ele observou ao longo do último mês a correlação direta entre o índice Dow Jones e o real foi de 0,87, bem acima do 0,68 registrado ao longo dos últimos doze meses. "Enquanto o cenário externo continuar incerto, principalmente em relação ao próximo passo do Federal Reserve, o real permanecerá alinhado aos mercados acionários", disse. "Após isso, o forte balanço de pagamentos do Brasil e o relativamente barato mercado acionário deverá ajudar o real." A analista Flávia Cattan-Naslausky, do Royal Bank of Scotland, observou que ontem o real demonstrou mais resistência, o mesmo acontecendo com o mercado acionário brasileiro. "Mas a ausência de um grande reposicionamento não deixa claro se isso é uma pausa antes de mais 'desmontagens' de posições na moeda, o ou final do movimento de venda", disse. Ela observou que os fatores técnicos no mercado brasileiro melhoram muito, mas ele está sendo alvo de forte volatilidade.

Agencia Estado,

10 de junho de 2006 | 11h32

Tudo o que sabemos sobre:
finanças

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.