Anatel não irá prorrogar prazo para Brasil Telecom e TIM

O presidente da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), Plínio de Aguiar Júnior, disse hoje que não irá prorrogar o prazo para que a Brasil Telecom e a Telecom Itália resolvam a questão da sobreposição de licenças móveis e de longa distância. As companhias têm até 28 de outubro para apresentar uma solução à agência. ?Até lá, não haverá mais sobreposição?, disse Aguiar Júnior.De acordo com ele, a agência pediu que as empresas apresentassem todas as possibilidades de solução ainda em agosto para que chegassem a outubro com a questão encerrada. O tema é alvo de antiga disputa entre as companhias, originária das divergências entre os italianos e o Opportunity, quando o grupo de Daniel Dantas ainda estava à frente do comando da Brasil Telecom.Recentemente, a Telecom Itália decidiu colocar sua participação na operadora fixa à venda, por meio de um mandado entregue ao banco de investimentos JP Morgan. Há um entendimento de que a medida adotada pela Telecom Itália é apenas para mostrar à Anatel sua disposição em solucionar o tema e, dessa forma, evitar algum tipo de penalização. Aguiar Júnior não quis falar se aceitará esse argumento, caso não haja solução até o fim do prazo legal. "Não falo por hipótese."Fontes da Brasil Telecom, por sua vez, apontavam como solução a possibilidade de perenização da atual situação da companhia estrangeira em sua administração. Os italianos, por restrição imposta pelo Cade, apenas podem eleger membros independentes para o conselho de administração da operadora. Mesmo assim, estes representantes estão restritos e não podem votar em assuntos pertinentes à estratégia de telefonia celular e de longa distância da empresa.A Telecom Itália e os atuais controladores e administradores da Brasil Telecom, fundos de pensão e Citigroup, estão há tempos buscando um acordo para que os italianos comprem a fatia dos demais acionistas na empresa. No entanto, não há consenso sobre preço. Pouco antes de os italianos colocarem sua fatia a venda, houve uma nova e infrutífera rodada de negociações em que se estudou a fusão entre Brasil Telecom e TIM Participações, com a criação de uma companhia convergente.

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