Anbima: taxa de administração de fundos de renda fixa cai 10% desde 2006

No caso dos fundos de ações houve uma elevação de 1,88% na taxa média cobrada, que era de 2,13% em 2006 e ficou em 2,17% no primeiro trimestre deste ano

Agência Estado ,

27 de abril de 2011 | 16h34

As taxas de administração dos fundos de renda fixa caíram 10% de 2006 até o primeiro trimestre deste ano, passando de 1,26% para 1,14%. As informações são do Relatório de Taxas de Administração divulgado hoje pela Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima), segundo o qual as taxas médias de administração cobradas pelos fundos DI e de renda fixa caíram consistentemente ao longo dos últimos anos. No caso dos fundos de ações e dos multimercados, no entanto, houve aumento nestas taxas.

De acordo com a entidade, na categoria Referenciado DI, a média da taxa de administração caiu 21%, passando de 1,72% para 1,36% neste período. A maior parte do patrimônio líquido (PL) desses fundos está na faixa com taxa de administração mais baixa. Entre os fundos Referenciado DI, 72% do PL está concentrado em produtos com taxas menores ou iguais a 1%. Em 2006, essa concentração era de 54%. Já nos fundos de renda fixa, 68% do PL está concentrado nessa faixa, ante 59% registrados em 2006.

Aumentos

No caso dos fundos de ações houve uma elevação de 1,88% na taxa média cobrada, que era de 2,13% em 2006 e ficou em 2,17% no primeiro trimestre deste ano. Segundo a Anbima, a maior parte do PL, 74%, ficou em fundos com taxa entre 1% e 3%. Já nos multimercados, a taxa média registrada em março foi de 1,85%, ante 1,75% em 2006, alta de 5,71%. Nessa categoria, 84% do PL está concentrado em fundos com taxa de administração entre 1% e 3%.

"Por um lado, as taxas dos fundos mais conservadores caíram em resposta aos aprimoramentos do mercado, principalmente em relação à transparência e concorrência entre os players. Já no caso dos fundos de ações e multimercados, a evolução das taxas reflete os maiores custos relativos à gestão de carteiras cada vez mais complexas", afirma, em comunicado, o vice-presidente da Anbima, Demosthenes Pinho Neto.

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