ANP prevê recorde na venda de combustíveis em 2010

Vendas internas devem superar crescimento de 9% registrado em 2008 sobre ano anterior

Kelly Lima, da Agência Estado,

09 de fevereiro de 2010 | 18h17

As vendas de combustíveis no mercado brasileiro em 2010 devem ser recorde e superar o crescimento de 9% relativo ao ano anterior, obtido apenas em 2008. A afirmação foi feita nesta terça-feira, 9, pelo diretor da Agência Nacional do Petróleo (ANP), Alan Kardec, que deixou o Seminário de Apresentação do Desempenho do Mercado de Combustíveis em 2009. A apresentação seguiu sendo feita por técnicos da reguladora.

 

De acordo com Kardec, apesar da crise, o desempenho do mercado pode ser considerado bastante bom. "Em outros países houve queda de consumo, enquanto aqui o mercado cresceu em 2,7%", avaliou, sem divulgar números relativos a outros países. Ele destacou que, nos dois primeiros meses do ano, o consumo segue aquecido, mas ainda não revelou números relativos a estes dois meses.

 

Sobre janeiro e fevereiro, o diretor apenas comentou que o consumo de etanol caiu 25% por conta de sua paridade com a gasolina. "Hoje compensa consumir etanol apenas no Mato Grosso. Nos outros estados as vendas estão despencando", disse.

 

Ele afirmou, no entanto, que não há uma migração direta do consumidor de etanol para o de gasolina sendo constatada no mercado. Sem revelar números relativos aos demais combustíveis nestes dois primeiros meses do ano, Kardec também afirmou que o consumo de GNV não teve um forte reflexo como substituição do etanol nos veículos.

 

O diretor destacou ainda que aposta na retomada do consumo de etanol na segunda quinzena de março. "Este ano vamos ter uma safra recorde de cana-de-açúcar, o que vai nos permitir dar continuidade nos planos de ampliar a nossa matriz energética com fontes renováveis."

 

Em 2009, a matriz veicular teve participação de 20,6% de etanol (hidratado e anidro), ante 18,2% em 2008. O biodiesel aumentou sua participação de 1,3% para 1,7%, substituindo principalmente o diesel, que teve uma redução em sua participação no mercado, de 52,6% para 50,2%. Já a gasolina reduziu sua fatia de 26,1% para 25,7% e o GNV de 1,9% para 1,8%.

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