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Apenas cinco ações recuam em dia de ganhos do Ibovespa

Índice fecha o dia em alta de 2,81%, aos 49.224,08 pontos, maior patamar desde 8 de janeiro; Petrobrás se destaca em alta com ganhos superiores a 5%

Claudia Violante, Agência Estado

21 de janeiro de 2015 | 18h17

A perspectiva de que o Banco Central Europeu (BCE) adote a partir de quinta-feira um programa de compra de bônus com duração de pelo menos um ano para estimular a economia da região estimulou o apetite por risco e garantiu a segunda sessão de ganhos à Bovespa. O índice retomou o patamar de 49 mil pontos, no melhor fechamento desde o começo do mês. Petrobrás se destacou em alta com ganhos superiores a 5%, mas, no geral, apenas cinco ações terminaram em queda.

O Ibovespa acabou o dia em alta de 2,81%, aos 49.224,08 pontos, maior patamar desde 8 de janeiro (49.943,30 pontos). Na mínima, marcou 47.888 pontos (+0,02%) e, na máxima, 49.329 pontos (+3,03%). No mês e no ano, acumula perda de 1,57%. O giro financeiro totalizou R$ 6,385 bilhões, segundo dados preliminares.

A bolsa doméstica iniciou os negócios em compasso de espera pelos encontros do Copom e do BCE e monitorando o noticiário, sem deixar de repercutir as medidas de aumento de impostos anunciadas no começo da semana pelo governo. Uma delas afeta diretamente Petrobrás, uma vez que haverá a volta da Cide combustíveis e, antes que ela entre em vigor, em 90 dias, o governo vai elevar a PIS/Cofins para compensar. O que o mercado gostou, mais do que o aumento dos tributos, é saber que a estatal não pretende 'encampar' a alta, já que avisou que vai repassar o aumento de imposto.


Além disso, ajudou a empurrar o papel para os ganhos robustos da sessão notícia veiculada no Valor de que a estatal terá 'liberdade vigiada' no que se refere a essa questão de aumento. Apesar de não conseguir emplacar o reajuste automático, como defendeu a presidente da empresa, Graça Foster, no passado, a estatal terá mais liberdade para tomar essa decisão, agora de olho nos seus próprios interesses.

A alta do petróleo no mercado internacional também empurrou os papéis. O petróleo subiu, entre outras coisas, pela expectativa pelos dados de estoques dos EUA e depois que o secretário-geral da Opep, Abdalla Salem el-Badri, disse que a queda dos preços não vai durar muito, daí a decisão do grupo de não cortar a produção.

Ainda sobre a estatal, destaque para declaração do ministro da Fazenda, Joaquim Levy, de que a empresa teria prejuízo se o preço do barril do petróleo estivesse entre US$ 20 e US$ 30. A ação ON terminou em alta de 6,41% e a PN, de 5,36%.

Bancos também ajudaram a empurrar o índice, sobretudo no período vespertino, depois de detalhamento sobre o que deve sair do encontro do BCE nesta quinta-feira. Bradesco PN, +2,44%, Itaú Unibanco PN, +2,95%, BB ON, +2,53%, e Santander unit, +1,31%.

O BCE deve anunciar a compra de cerca de 50 bilhões de euros (US$ 58 bilhões) em bônus soberanos por mês, por meio de um programa de relaxamento quantitativo (QE), ao longo de um período mínimo de um ano, segundo pessoas com conhecimento do assunto.

As cinco ações que recuaram foram Klabin Unit (-1,69%), Marcopolo PN (-1,36%), Gol PN (-0,99%), Gerdau PN (-0,76%) e Braskem PNA (-0,23%).

Nos EUA, o Dow Jones operava estável às 17h28, o S&P 500 tinha alta de 0,21% e o Nasdaq, de 0,04%.

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