Apenas Sadia e Perdigão sobem na Bovespa

Dia difícil para a Bovespa, que vê, mais uma vez, seu índice em queda acentuada acompanhando comportamento das bolsas norte-americanas. As ações de Sadia e Perdigão são as únicas do Ibovespa que conseguem sustentar alta. Às 13h24, o indicador perdia 1,24%, aos 35.778 pontos, com R$ 717 milhões negociados. As conversas entre as mesas passam pela análise gráfica (que analisa o movimento presente das ações para prever seu comportamento futuro, ao invés de se ater aos fundamentos das empresas). Ao perder os 36 mil pontos, a Bolsa teria rompido uma linha psicológica importante e desencadeado até mesmo ordens de stop loss (venda de ações para limitar perdas). O dia é de queda generalizada: Klabin PN -4,54%; Cesp PN - 3,75%; BR Par ON -3,41%; Aracruz PNB -3,05%; Eletropaulo PN - 3,28% e TIM ON -3,13%. Petrobras PN, que lidera a quantidade de negócios, cai 0,46%. Vale PNA perde 1,56%. As siderúrgicas se destacam em baixa: Usiminas PNA -2,60%; CSN ON 2,76%. Na contramão do mercado, Sadia PN avança 1% e Perdigão ON sobe 0,98%. Ao primeiro olhar, a valorização soa estranha, em especial porque o ministro da Agricultura, Luís Carlos Guedes Pinto, afirmou que Argentina e Japão comunicaram oficialmente ao governo brasileiro o embargo à carne de frango, em resposta ao foco de doença de Newcastle, diagnosticado na semana passada no município de Vale Real, no Rio Grande do Sul. Há profissionais que observam que as companhias poderão transferir a produção para outro Estado. Por outro lado, o consumo de carne de frango começa a ser retomado na Europa, após o início de ano ruim com a gripe aviária, e os embarques já apresentam uma melhora para aquele continente. No ambiente doméstico existe uma expectativa de melhora do mix de produtos vendido tanto pela Sadia quanto pela Perdigão em função da melhoria na renda. Também há a expectativa para o anúncio de medidas do governo em relação ao câmbio, que poderão favorecer exportadoras.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.