Apesar da alta hoje, Wall Street tem a pior semana do ano

Dados mostraram um aumento mais forte do que o esperado na confiança do consumidor norte-americano

Gustavo Nicoletta, da Agência Estado,

25 de fevereiro de 2011 | 19h01

Os principais índices do mercado de ações dos EUA fecharam em alta nesta sexta-feira, impulsionados pela relativa estabilização nos preços do petróleo e pela divulgação de dados que mostraram um aumento mais forte que o esperado na confiança do consumidor norte-americano. Na semana, os índices acumularam o declínio mais acentuado do ano.

O Dow Jones subiu 61,95 pontos, ou 0,51%, para 12.130,45 pontos. Entre os componentes do índice, a Boeing avançou 2,18% depois de vencer a concorrência para a construção dos aviões-tanque para a Força Aérea dos EUA. O contrato é avaliado em mais de US$ 30 bilhões. A Intel teve alta de 2,68% depois de analistas do Citigroup afirmarem que as vendas de computadores pessoais podem crescer em março, beneficiando as companhias do setor.

O Nasdaq teve ganho de 43,15 pontos, ou 1,58%, para 2.781,05 pontos. O S&P-500 subiu 13,78 pontos, ou 1,06%, para 1.319,88 pontos. Os índices, no entanto, acumularam queda na semana. O declínio mais acentuado foi registrado pelo Dow Jones (-2,11%). Em seguida, vem Nasdaq (1,87%) e S&P-500 (-1,72%).

Hoje os preços dos contratos futuros do petróleo tiveram pouca variação e permaneceram abaixo de US$ 100 na Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex), refletindo a amenização dos receios do mercado com uma eventual interrupção nas exportações da commodity pela Líbia, principalmente porque ontem países produtores, como a Arábia Saudita, disseram estar prontos para compensar uma potencial escassez de petróleo no mercado.

Ao longo da semana, os preços do petróleo tiveram forte oscilação, superando US$ 100 na Nymex e US$ 110 na plataforma ICE, por causa de receios com a suspensão das exportações da Líbia. O país abastece principalmente o mercado europeu.

"O sentimento parece ser de que não haverá um problema prolongado na Líbia", disse Michael Yoshikami, estrategista-chefe de investimento da YCMNET Advisors. Segundo ele, apesar do leve avanço nos preços do petróleo hoje, o mercado "não vai continuar subindo enquanto a situação na Líbia continuar sem solução".

O avanço do índice da Universidade de Michigan sobre o sentimento do consumidor dos EUA para o maior nível em três anos em fevereiro também contribuiu para o avanço das ações, embora dados do Departamento do Comércio tenham mostrado que o crescimento da economia do país no quarto trimestre do ano passado foi revisado para 2,8%, de 3,2% na leitura preliminar.

Entre os destaques da sessão, os papéis da American International Group (AIG) caíram 4,67% mesmo depois de a seguradora divulgar que obteve um lucro líquido de US$ 11,2 bilhões no quarto trimestre do ano passado. As informações são da Dow Jones.

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