Clayton de Souza / Estadão
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Apesar de interdição da ANP, Petrobrás diz que retomará operações da Replan

Mesmo com a proibição imposta pelo órgão regulador, petrolífera afirma que está tomando as medidas necessárias para a refinaria voltar após acidente ocorrido no começo da semana

Fernanda Nunes, O Estado de S.Paulo

25 Agosto 2018 | 10h47

RIO - A Petrobrás mantém o plano de retomar a operação da refinaria Replan, em Paulínia (SP), nos próximos dias, mesmo após a unidade ser interditada, nesta sexta-feira, 24, pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). Por meio de sua assessoria de imprensa, a empresa informou que já estava tomando as medidas exigidas pelo órgão regulador quando foi notificada de que a retomada da planta industrial está condicionada à apresentação de documentos que atestem a segurança da operação.

“A companhia está providenciando os documentos para comprovar o isolamento das áreas atingidas pelo fogo e, assim, liberar as unidades que não foram afetadas”, informou a Petrobrás, em resposta ao Broadcast.

A empresa reiterou ainda que conta com estoques da própria refinaria e com a produção das demais para garantir a oferta de combustíveis a seus clientes.

A Replan está parada desde a madrugada da última segunda-feira, 20, quando uma explosão, seguida de incêndio, atingiu três unidades produtivas. Não houve feridos e as causas do acidente ainda estão sendo investigadas.

A ANP, que acompanha as investigações desde o início, informou que o incêndio começou com a explosão de um tanque que faz parte da unidade de tratamento de água ácida. O fogo, então, se espalhou por outras duas unidades - de craqueamento catalítico e destilação atmosférica. O incêndio ainda atingiu parte da tubulação principal, que interliga diferentes unidades da refinaria.

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