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Dólar fecha a R$ 3,43, a menor cotação em 9 meses

Moeda americana encerrou negócios no menor patamar desde julho de 2015; Bovespa teve queda de 0,74% e retornou ao patamar dos 53 mil pontos

Fabrício de Castro e Paula Dias, O Estado de S. Paulo

29 de abril de 2016 | 11h07

SÃO PAULO - A sexta-feira foi de queda do mercado de câmbio e também de baixa no segmento de ações. O dólar fechou em baixa de 1,57%, cotado a R$ 3,4374 no mercado à vista, menor valor desde 31 de julho de 2015. A moeda norte-americana recuou mesmo com a realização de quatro leilões de swap cambial reverso feitos pelo Banco Central, na tentativa de conter as cotações. Já a Bovespa terminou o dia em baixa de 0,74%, aos 53.910,50 pontos, e com R$ 9,04 bilhões em negócios.

O dólar foi pressionado pela atuação de investidores vendidos no mercado futuro (que apostam na baixa), de olho na formação da ptax de fim de mês, e pelo recuo do dólar também no exterior. Só que o movimento no Brasil foi mais intenso que o visto lá fora, em função da perspectiva positiva em torno de um futuro governo Michel Temer.

Na primeira operação com swaps reversos do dia, o BC acabou colocando apenas 9.600 contratos (US$ 541 milhões) dos 20.000 oferecidos. E o dólar começou a marcar mínimas ante o real. Isso fez o Banco Central agir de novo. A instituição convocou para as 10h30 novo leilão de swap reverso, de 10.400 contratos (US$ 520 milhões). Novamente, vendeu menos que o ofertado: 3.000 contratos (R$ 150 milhões). Com a pressão dos vendidos, o recuo do dólar no exterior e o relativo insucesso do BC, o dólar à vista marcou a mínima de R$ 3,4301 (-1,78%).

Após a mínima do dia, o BC ainda voltou ao mercado duas vezes com swap reverso: ofertou 20.000 contratos (US$ 1 bilhão) às 11h30 e vendeu 16.000 contratos (US$ 800 milhões); ofereceu 4.000 contratos (US$ 200 milhões) e vendeu a totalidade. Em todo o dia, o BC retirou do sistema, por meio destes leilões, US$ 1,630 bilhão. Mesmo assim, o dólar caiu.

Bolsa. Na Bovespa, entre a máxima e a mínima do dia, o Ibovespa foi de 54.705 pontos (+0,72%) a 53.592 pontos (-1,33%). Apesar da volatilidade, profissionais afirmam que não houve sobressaltos no pregão de hoje, principalmente porque dólar e juros operaram em baixa significativa, refletindo perspectivas positivas nesses mercados. Principal índice de ações do mercado brasileiro, o Ibovespa encerrou a sessão em queda de 0,74%, aos 53.910,50 pontos.

Entre as ações que compõem o Ibovespa, um dos destaques de baixa ficou com Embraer ON, que recuou 3,88%, após divulgar resultado financeiro trimestral abaixo do esperado. Os papéis da BM&FBovespa recuaram 4,50%, depois que a agência de classificação de risco Standard & Poor's rebaixou o rating de longo prazo em moeda estrangeira da Bolsa de BB+ para BB, com perspectiva negativa. A decisão levou em conta um cenário hipotético de defaults no Brasil. Cesp PNB liderou as baixas (-4,51%).

A baixa desta sexta-feira não impediu a Bovespa de terminar abril com ganhos, principalmente na contabilidade em dólar. No mês, o índice contabilizou alta de 7,70% em reais. Dolarizado, o índice subiu 12,52%. Atraídos pelos preços menores, os investidores estrangeiros haviam trazido R$ 2,953 bilhões à Bolsa no acumulado do mês até o dia 27.

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