Apesar de rebaixamento da nota do País, Bolsa sobe e dólar cai

Mudança no rating já era esperada pelos investidores; Bovespa subiu pela 7ª vez seguida e o dólar recuou para R$ 2,30

Agência Estado e Economia & Negócios,

25 de março de 2014 | 17h05

SÃO PAULO - Os investidores ignoraram o rebaixamento da nota de crédito do Brasil pelo Standard & Poor's na segunda-feira, 24. A percepção de que a alteração do rating brasileiro já era esperada prevaleceu e, com isso, houve espaço para alta da Bovespa e queda do dólar.

O mercado de câmbio até esboçou uma reação negativa ao rebaixamento pela S&P, mas o fato de a perspectiva do rating ter passado de negativa para estável abriu espaço para um recuo do dólar. Houve ainda contribuições do cenário internacional e de movimentos técnicos. O dólar à vista no balcão fechou em queda de 0,60%, a R$ 2,3070, depois de chegar a ser cotado a R$ 2,29.

A virada do dólar ocorreu com leilão de contratos de swap cambial (até US$ 200 milhões), a queda do dólar ante moedas emergentes no exterior e a garantia de vigilância do Banco Central para conter a volatilidade excessiva.

Já a Bovespa chegou a pisar no terreno negativo, mas pontualmente e sem sequer registrar dois dígitos de perdas. Fluxo firme de compra de investidores estrangeiros e a alta das bolsas internacionais sustentaram os ganhos domésticos.

O Ibovespa encerrou a sessão com valorização de 0,39%, aos 48.180,14 pontos, o maior patamar desde 14 de fevereiro (48.201,11 pontos). Na mínima do dia, registrou 47.950 pontos (-0,09%) e, na máxima, 48.441 pontos (+0,93%). Em sete sessões, subiu 7,15%. No mês, avançou 2,31% e, no ano, acumulou perdas de 6,46%.

Um operador justificou a alta doméstica da Bolsa com o forte fluxo de compra por parte dos estrangeiros, que continuam aproveitando preços atrativos dos papéis.

A alta das bolsas norte-americanas também favoreceu a continuidade dos ganhos na Bovespa, além da percepção de que a notícia pode significar um outro quadro eleitoral em outubro. "Tudo o que acontece de ruim pode fazer com que a oposição tenha chances nas eleições", reforçou Hersz Ferman, da Elite Corretora.

Petrobrás ON fechou em alta de 0,79% e as PN, de 0,56%. Em seis sessões no azul, acumulam +16,88% e +15,19%. Eletrobrás, que também teve seu rating reduzido, no entanto, fechou em baixa de -1,86% na ON e de 3,07% na PNB. Vale ON subiu 0,78% e Vale PNA, 1,66%, ajudadas pela alta do preço do minério no exterior.

Nos EUA, o Dow Jones fechou em alta de 0,56%, aos 16.367,88 pontos, o S&P subiu 0,44%, aos 1.865,62 pontos, e o Nasdaq avançou 0,19%, aos 4.234,27 pontos.

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