Apetite por títulos públicos é mantido

O resultado do leilão de Notas do Tesouro Nacional série B (NTN-B), os títulos públicos que são corrigidos pelo índice oficial de inflação, o IPCA, foi a confirmação de que o investidor estrangeiro continua disposto a aplicar no mercado de juros brasileiros. A demanda pelos lotes de papéis com oito prazos de vencimentos diferentes foi expressiva, com destaque para os papéis de longo prazo - aqueles que, majoritariamente, são adquiridos por investidores externos. Para se ter uma idéia, da oferta de 2,5 milhões de títulos ofertados, somente o papel com vencimento em 2045 respondeu por 1,127 milhão de papéis. Para esse prazo, a taxa do leilão foi de 7,5% ao ano, além da correção pelo IPCA. As taxas de juros pagas pelo Tesouro no leilão realizado nesta segunda-feira confirmam a demanda. Segundo operadores, essas taxas voltaram aos níveis verificados no mercado secundário antes do período de estresse internacional. Segundo profissionais, até o horário do leilão o mercado estava em compasso de espera, na dúvida sobre qual seria a demanda pelos títulos. Na opinião de operadores, a operação foi uma espécie de teste sobre se, de fato, o fluxo de saída de recursos que se verificou até o começo da semana passada havia realmente sido interrompido. O movimento no mercado de contratos de Depósito Interfinanceiro (DI) negociados na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F) foi no mesmo sentido já que as taxas caíram significativamente. Segundo operadores, a taxa prometida pelos títulos era muito grande e o investidor estrangeiro aproveitou. O alívio no mercado não significa, segundo operadores, que os riscos externos tenham sido eliminados por completo e os indicadores econômicos norte-americanos continuam inspirando atenção.

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