Após 2 dias de queda, dólar sobe ante principais rivais

O dólar avançou nesta sexta-feira, 12, ante seus principais rivais, recuperando-se após dois dias de perdas depois que o presidente do Federal Reserve (Fed, banco central dos Estados Unidos), Ben Bernanke, afirmou que a política monetária nos EUA continuará altamente acomodatícia no futuro previsível. Mais cedo, dois dirigentes do banco central norte-americano deram declaração opostas sobre a possível redução do programa de compra de bônus.

Agencia Estado

12 de julho de 2013 | 18h44

No fim da tarde em Nova York, o euro caía para US$ 1,3066, de US$ 1,3096 no fim da tarde da véspera. O dólar avançava para 99,26 ienes, de 98,97 ienes; o euro estava cotado a 129,66 ienes, de 129,64 ienes. A libra esterlina recuava para US$ 1,5104, de US$ 1,5190. O dólar caía para 0,9467 franco suíço, de 0,9475 franco suíço. O índice Wall Street Journal Dollar Index, que pesa a moeda norte-americana ante uma cesta de principais rivais, tinha alta para 75,012 pontos, de 74,730 pontos.

O presidente do Fed de St. Louis, James Bullard, afirmou que a inflação nos EUA está baixa demais e, caso caia ainda mais, o banco central poderá ter de fazer mais para estimular a economia e restaurar os preços para os níveis em que deveriam estar. Para ele, a maneira "mais simples" seria prorrogar o programa de compras de bônus para estimular a economia por um prazo maior do que o planejado e remover do leque de opções, pelo menos no momento, a possibilidade de reduzir esse programa.

Bullard, que tem poder de voto este ano no Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês), foi contrariado por um membro não votante, o presidente do Fed da Filadélfia, Charles Plosser. Segundo ele, o Fed deveria começar a reduzir gradualmente as compras de ativos "muito em breve", em setembro, e encerrá-las ainda este ano.

Entre os indicadores divulgados mais cedo, o índice de confiança do consumidor norte-americano, medido pela Reuters/Universidade de Michigan, caiu para 83,9 no resultado preliminar de julho, de 84,1 em junho, mas veio acima da leitura de 83,6 prevista por economistas. Já o índice de preços ao produtor (PPI, na sigla em inglês) dos EUA teve em junho a maior alta em nove meses, avançando 0,8% ante maio. Analistas esperavam uma alta menor, de 0,5%.

Entre outras moedas, o dólar australiano caiu para US$ 0,8998, o menor nível desde setembro de 2010, pressionado pelos receios com a China, que é a maior parceira comercial da Austrália. Na noite passada, o ministro das Finanças chinês, Lou Jiwei, disse em Washington que a China deve atingir a meta de crescimento deste ano, de 7,5%, mas que não seria "um grande problema" a economia do país expandir 7% ou 6,5%. Mesmo assim descartou a possibilidade de um "pouso forçado" do gigante asiático.

Uma desaceleração da economia australiana abriria a porta para que o Banco da Reserva da Austrália (RBA, na sigla em inglês) corte novamente sua taxa básica de juros. Na reunião de julho, o banco central manteve a taxa referencial em 2,75%, mas disse que havia espaço para cortes, se a economia continuasse enfraquecendo. A próxima reunião da autoridade monetária ocorre em 6 de agosto. Fonte: Dow Jones Newswires.

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