Após abrir em alta, Bovespa inverte o sinal e cai 0,55%

No mercado de câmbio, dólar comercial é negociado a R$ 1,707, alta de 0,71%

Agência Estado

22 de outubro de 2010 | 15h30

Após abrir em alta, a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) inverteu o sinal e passou a operar em baixa, enquanto as bolsas no exterior registram sinais mistos. Às 15h29 (horário de Brasília), o índice Bovespa (Ibovespa) recuava 0,55%, para 69.271 pontos. No mesmo horário, o dólar comercial era negociado no Brasil a R$ 1,707, em alta de 0,71%.

Nesta sexta, as atenções globais estão voltadas para o encontro preparatório de ministros de Finanças e presidentes de bancos centrais do G-20, na Coreia do Sul. As equipes econômicas dos países que representam as 20 maiores economias do mundo discutem as ameaças de uma guerra cambial e comercial. "O mercado vai ficar colado no G-20", afirma o economista da Ágora Corretora, Álvaro Bandeira.

No Brasil, as medidas cambiais ainda ecoam. Na quinta-feira, o mercado identificou uma saída importante de recursos, mas não conseguiu avaliar se ela decorre das mudanças de regras ou se era algo já programado.

De qualquer forma, a percepção é de que a alta do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) nas entradas de recursos estrangeiros para renda fixa e para as margens de negócios com derivativos, junto com o fechamento de todas as brechas que permitiriam driblar o pagamento de imposto, está exigindo um ajuste nas posições, com repercussão na taxa de câmbio. Até porque o mercado teme que as armas do governo continuem a ser disparadas.

Na quinta-feira, os rumores citavam a possibilidade de quarentena e eventual extensão da cobrança de IOF a aplicações em ações. Tudo especulação.

EUA e Europa têm sinais mistos

Nos Estados Unidos, o índice de ações Dow Jones caía 0,23% no mesmo horário, enquanto o Nasdaq avançava 0,66% e o S&P 500 registrava alta de 0,11%. Já na Europa, os principais mercados fecharam em queda, com realização de lucros e expectativa com a reunião do G-20. O Índice Europe Stoxx 600 caiu 0,3% e fechou aos 266,75 pontos.

(com Olívia Bulla e Cristina Canas, da Agência Estado)

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