Após altas, bolsas podem enfrentar correção à frente

Balanço Janeiro/07 1º- O ouro apresentou alta de 3,22%.2º- Os títulos indexados ao IGP-M, com o IGP-M de janeiro apresentando inflação de 0,5%, devem fechar o mês com resultados pouco acima dos fundos de Renda Fixa e DI, com rendimento bruto na faixa de 0,8% a 1,15%, dependendo do prazo do papel.3º- Os fundos de Renda Fixa puros e fundos DI devem fechar o mês com rendimento bruto similar na faixa de 0,75% a 1,1%, dependendo também da taxa de administração do fundo.4º- A Bovespa teve alta de 0,38%.4º- O dólar caiu 0,56%.5º- O euro recuou 1,48%.Em janeiro, os eventos no lado externo voltaram a ditar o ritmo dos mercados. Novos indicadores da economia americana e sinais do Federal Reserve demonstrando preocupação com a inflação americana, além da queda do petróleo, foram fatores que levaram as bolsas, ao redor do mundo, a oscilarem muito ao longo do mês. A previsão do mercado, de que o FED pudesse reduzir mais rapidamente os juros atuais, de 5,25% ao ano, está por ora afastada pelo mercado.Após as fortes altas das bolsas recentemente, essa volatilidade pode ser o indicador de uma possível correção de preços nos próximos meses. A continuidade da alta das principais commodities mundiais também começa a ser reavaliada.No âmbito interno, a divulgação do PAC - Plano de Aceleração do Crescimento - foi o único fato relevante. Até o momento, o mercado não demonstrou grande entusiasmo com o plano, sendo que algumas análises demonstram preocupação com o excesso de investimentos do governo, com possível relaxamento do controle fiscal e aumento da inflação.Perspectivas para fevereiro Em fevereiro, as atenções continuarão voltadas à economia americana, principal fator de influência dos mercados, por meio dos seus indicadores de crescimento e inflação; além da evolução do preço do petróleo e das principais commodities mundiais. Os mercados continuarão ao sabor desses indicadores, com a manutenção do sobe-e-desce dos mercados deste último mês.Internamente, as eleições dos presidentes da Câmara e Senado, as análises mais profundas dos desdobramentos do PAC, a discussão sobre reformas e a formação da equipe de governo dominarão a cena.Os fundos DI, apesar das reduções dos juros que deverão prosseguir ao longo do ano, continuam a proporcionar excelente juro real bruto, sendo a opção mais rentável e segura no momento. Em fevereiro, devido ao menor número de dias úteis, o rendimento bruto será na faixa de 0,6% a 0,85%, dependendo da taxa de administração do fundo e da "marcação a mercado".Os fundos de Renda Fixa em janeiro tiveram rendimento similar aos Fundos DI. Apresentam-se como opções de diversificação para investidores moderados e agressivos. O seu rendimento em relação aos fundos DI dependerá da política de redução dos juros implementada pelo Banco Central. Se for mais agressiva ou conservadora do que o mercado espera, seu rendimento superará ou perderá para os Fundos DI. O rendimento bruto em fevereiro deverá ser similar aos Fundos DI, se não houver qualquer surpresa por parte da percepção do mercado com os juros futuros.Os títulos indexados à variação do IGP-M continuam como opções de investimento a longo prazo para diversificação de portfólio, pois esses títulos estão rendendo na faixa de 7,5% a 8,5% ao ano, mais variação do IGP-M. Com o IGP-M de janeiro apresentando inflação de 0,5%, tiveram resultados pouco acima dos fundos DI e Renda Fixa.Os fundos Cambiais (dólar e euro) são boas opções para diversificação de portfólio para investidores com perfil conservador e moderado, com visão de longo prazo, caso o cenário fique mais incerto. Com o cenário estável, continuarão com baixa performance.O ouro teve bom desempenho em janeiro, em razão alta da cotação do metal no exterior de cerca de 2,8%. Similar aos fundos cambiais, continua uma opção conservadora atraente para diversificação, devido ao baixo valor do dólar no mercado doméstico e à cotação do ouro no mercado internacional, que ainda está num patamar interessante.A bolsa brasileira teve no mês alta de 0,38%. Consideramos 34.580 pontos o valor justo para o Índice Bovespa, ou seja, em termos históricos (1968 até 2007) o valor que não apresenta ágio ou deságio no preço médio das ações. Ao nível atual de 44.641 pontos, o Ibovespa apresenta ágio médio de 29,1%, podendo sofrer correção no curto ou médio prazos. As bolsas mundiais, de maneira geral, apresentaram em janeiro grande oscilação, em razão de novos dados indicando preocupação com a inflação americana, queda no petróleo e oscilação de diversas commodities. Os mercados continuarão ao sabor desses indicadores, com o prosseguimento do sobe-e-desce dos mercados.As opções com maior potencial de retorno são as bolsas do Japão, Áustria, França e Reino Unido (países desenvolvidos) e Malásia, Chile, Singapura e Hong Kong (países emergentes).Os imóveis comerciais mantêm-se a preços históricos baixos, embora continuem a apresentar recuperação de preços com a melhoria nas perspectivas do crescimento econômico, em razão do PAC e de recentes incentivos dados pelo governo ao setor. Boa opção para diversificação de portfólio de investidores com perfil conservador e moderado.

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