Após calote da Argentina, bolsa de Buenos Aires despenca

Mercado acionário local cai mais de 8,38%, mais do que devolvendo os ganhos do dia anterior

Economia & Negócios, O Estado de S. Paulo

31 de julho de 2014 | 11h17

A falta de um acordo entre a Argentina e os holdouts - fundos que não aceitaram a reestruturação da dívida do país - azedou os negócios na bolsa de Buenos Aires. Na véspera, os investidores esperavam que o país chegaria a um entendimento com os credores, o que puxou para cima o mercado acionário local. Agora, com a frustração diante do calote, o principal índice da bolsa portenha, o Merval, fechou em queda de 8,38%, mais do que devolvendo os ganhos do dia anterior.

Ontem encerrou-se o prazo para o país pagar sua dívida. Segundo o ministro da Economia da Argentina, Axel Kicillof, o governo argentino ofereceu trocar a dívida com os fundos "abutres" por novos títulos nos termos da reestruturação de 2010, o que garantiria um retorno de 300% a esses investidores, mas a proposta não foi aceita. 

Na sexta-feira, o juiz norte-americano Thomas Griesa vai realizar uma audiência sobre a disputa da Argentina com os "holdouts". A audiência está marcada para as 12h (de Brasília) no Tribunal Federal em Manhattan, Nova York.

Um assessor do juiz disse que a audiência vai discutir o default da Argentina e "aonde irão as partes a partir de agora". O governo argentino não fez um pagamento de juros sobre parte de seus bônus, levando o país a um segundo default em 12 anos.

O juiz Griesa preside as batalhas judiciais entre a Argentina e seus credores há mais de uma década. 

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