Após dois dias de alta, dólar tem pregão de queda

Às 12h30, a moeda americana registrava queda de 0,96%, a R$ 1,554

Economia & Negócios,

29 de julho de 2011 | 10h07

Após dois dias de alta, o dólar opera o pregão desta sexta-feira, 29, em baixa. Às 12h30, a moeda americana registrava queda de 0,96%, a R$ 1,554. Nos últimos dois dias a moeda americana subiu 2%. Ontem, fechou cotada a R$ 1,569.

Hoje, pesa sobre o mercado cambial a indefinição sobre a negociação do teto da dívida dos EUA. Ontem, congressistas se reuniram para achar uma solução, mas não houve acordo.

No mundo, a moeda americana também perde força. O franco suíço renovou o recorde de alta frente ao euro e ao dólar. No Japão, o dólar caiu mais diante do iene, aumentando o pessimismo dosinvestidores.

O euro acentuou seus ganhos em relação ao dólar e superou US$ 1,44, depois que o pessimismo com a incapacidade do governo dos EUA de obter um acordo para elevar o teto da dívida foi exacerbado pela divulgação de dados econômicos no país. No horário, o euro era negociado em US$ 1,4399, de US$ 1,4330 na quinta-feira, após atingir US$ 1,4407.

A alta do dólar no Brasil dos pregões anteriores foi incentivada pelo anúncio de novas medidas cambiais. As medidas deram mais poder ao Conselho MonetárioNacional (CMN) na definição de regras para o mercado futuro de câmbio. Pela medida, o CMN poderá, por exemplo, elevar o Impostosobre Operações Financeiras (IOF) em algumas transações com derivativosaté um limite de 25%. De início, a alíquota de 1% vai valer para quemapostar na valorização do real (ficar mais vendido do que comprado no mercado de derivativos).

A incidência é sobre a movimentação nesse mercado a contar da data dapublicação da medida. Exemplo prático: se uma empresa, investidor oubanco apostava R$ 10 milhões na valorização do real no dia 27 de julho ealterou essa posição para, por hipótese, R$ 15 milhões, terá de pagar1% sobre R$ 5 milhões. No caso do exemplo, R$ 50 mil. (Com informações de O Estado de S. Paulo e da Agência Estado)

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