Após empate técnico entre Dilma e Aécio em pesquisa eleitoral, Bolsa cai e dólar sobe

Aécio Neves (PSDB) tem 51% dos votos e Dilma Rousseff (PT), 49%, o que configura um empate técnico; investidores aproveitam para embolsar os lucros já que nos últimos quatro pregões o Ibovespa subiu 5%

Ana Luísa Westphalen, Renata Pedini, O Estado de S. Paulo

10 de outubro de 2014 | 09h58

A disputa pela Presidência será mais acirrada do que previa o mercado, que vinha precificando uma forte vantagem de Aécio Neves (PSDB) em relação a Dilma Rousseff (PT), com base em pesquisas de institutos menos conhecidos. Na noite desta quinta-feira, 9, sondagens do Datafolha e do Ibope/Estado/TV Globo mostraram que os candidatos estão tecnicamente empatados, o que empurrou a Bolsa para uma queda de 3,42%, aos 55.311 pontos.

Já o dólar abriu o dia em forte alta no balcão, refletindo o comportamento da moeda ante suas principais rivais no exterior e reagindo também a pesquisas de intenção de voto para presidente no Brasil. Pela tarde, contudo, a divisa diminui um pouco o ritmo de valorização e terminou em alta de 1,30%, a R$ 2,418.

Tanto o Ibope/Estado/TV Globo quanto o Datafolha mostraram Aécio Neves na liderança, com 51% dos votos válidos, mas com a candidata à reeleição logo atrás, com 49%, o que configura uma situação de empate técnico. A margem de erro é de dois pontos porcentuais.

Na quinta-feira, em debate na GloboNews, o ex-presidente do BC Armínio Fraga disse que o atual modelo econômico do País não está cumprindo seu papel e que deixará uma herança ruim na economia. "Com todo esse subsídio, com todo esse esforço, o Brasil está investindo muito pouco e, ao mesmo tempo, está com uma situação macroeconômica bastante perigosa", afirmou Armínio, que foi indicado para assumir o Ministério da Fazenda caso o candidato Aécio Neves seja eleito. "São restos a pagar, pedaladas, contabilidades criativas e hoje há uma tremenda insegurança no Brasil. Isso precisa acabar. Não é só uma questão econômica, é uma questão da democracia, dar transparência, encarar os problemas de frente e procurar resolvê-los. Nossa proposta é arrumar a casa de uma maneira virtuosa", disse Armínio, diante do ministro da Fazenda, Guido Mantega.

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