Após encerrar pregão vendido por R$ 2,60, dólar opera em queda

Moeda americana vendida no Brasil oscila, atento às indicações da presidente Dilma em relação à sua nova equipe econômica

Olívia Bulla, Agência Estado

18 de novembro de 2014 | 09h49

O dólar à vista opera em queda nesta terça-feira, 18, devolvendo parte dos ganhos ante o real, em meio à ausência de novidades na área política e após encerrar o pregão passado na marca de R$ 2,60, o que também tende a aguçar a volatilidade nos negócios com câmbio. 

Com exceção da alta em relação ao iene, a moeda dos Estados Unidos recua no exterior, diante de notícias vindas do Japão e zona do euro. Os investidores locais estão atentos à reunião entre a presidente Dilma Rousseff e o ministro-chefe da Casa Civil, Aloizio Mercadante, pela manhã, e também à espera das declarações do diretor de Política Econômica do Banco Central, Carlos Hamilton de Araújo, à tarde.   

Às 9h15, no mercado de balcão, o dólar à vista caía 0,35%, cotado a R$ 2,5930, na mínima do dia, após abrir estável, a R$ 2,6020. No mercado futuro, o contrato do dólar para dezembro cedia de 0,65%, valendo R$ 2,6020. Vale lembrar que o BC manterá hoje a oferta maior, de 14 mil contratos de swap cambial, para rolagem dos contratos com vencimento em dezembro. 

O foco dos mercados domésticos está na presidente Dilma, que retornou da Austrália. Em encontro com o ministro-chefe da Casa Civil, Aloizio Mercadante, ela deve obter mais detalhes sobre os últimos acontecimentos no País enquanto estava na cúpula do G-20, com o episódio Petrobrás e a reforma ministerial podendo estar na pauta. As especulações sobre nomes para o Ministério da Fazenda e o Banco Central podem voltar a todo vapor, trazendo pressão aos negócios locais. 

No exterior, o primeiro-ministro do Japão, Shinzo Abe, confirmou as expectativas e anunciou um adiamento, por 18 meses, de um novo aumento do imposto sobre vendas, para 10%, inicialmente programado para outubro de 2015. Segundo ele, essa nova alta no tributo prejudicaria o combate à deflação, mas não haverá um novo adiamento dessa elevação, prevista agora para abril de 2017. 

Abe disse ainda que dissolverá a Câmara Baixa do Parlamento na próxima sexta-feira (dia 21), convocando novas eleições parlamentares, e garantiu que renunciará ao cargo se a coalizão do partido governista perder a maioria no pleito. 

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