Após forte alta do dia anterior, Bovespa recua; dólar se valoriza

Investidores aproveitam a divulgação da última pesquisa eleitoral, que indicou empate técnico entre Dilma e Aécio, para vender ações

Denise Abarca, O Estado de S. Paulo

14 de outubro de 2014 | 10h45

Atualizado às 15h15

Após um dia de forte alta (4,78%), a Bovespa opera em ajuste com investidores realizando lucros. Pela noite, oJornal da Record divulgou pesquisa do instituto Vox Populi, sobre a corridapresidencial, segundo a qual a candidata à reeleição Dilma Rousseff (PT) tem 51%das intenções de voto contra 49% do candidato do PSDB, Aécio Neves. A situação éde empate técnico, considerando que a margem de erro é de 2,2 pontosporcentuais.Por volta das 15h15, o Ibovespa - principal índice do mercado acionário - recuava 0,62%, aos 57.258 pontos.

O levantamento do Vox Populi entrevistou 2 mil eleitores em 147municípios de todas as regiões do Brasil no sábado (11) e domingo (12). Aindaque possa não ter captado possíveis efeitos da oficialização dos apoios deMarina Silva e da família de Eduardo Campos ao tucano, a pesquisa não confirmoua tendência mostrada pelos números do instituto Sensus divulgados no fim desemana, que apontou Aécio mais de 17 pontos à frente de Dilma e que ontem serviude argumento para a euforia do mercado. Como a Bovespa subiu quase 5% nestasegunda-feira, hoje há espaço para ajuste.

Desse modo, cresce aexpectativa pelas pesquisas Datafolha e Ibope a serem divulgadas amanhã, assimcomo pelo debate entre os presidenciáveis organizado pela Rede Bandeirantes,marcado para esta noite.

Também sendo influenciado pelas expectativas eleitorais, o dólar subia 0,25% no horário, cotado em R$ 2,395.

No exterior, o clima é de cautela diante deindicadores fracos da zona do euro e na Alemanha. O índice ZEW de expectativaseconômicas do país caiu para -3,6 em outubro, de 6,9 em setembro, o primeiroresultado negativo desde novembro de 2012 e o décimo recuo mensal seguido,segundo o instituto ZEW. O presidente do instituto, Clemens Fuest, disse que nãopoderia descartar uma contração econômica no terceiro trimestre. "Estamoschegando perto", disse. E, confirmando as expectativas, o governo da Alemanhareduziu suas previsões de crescimento para 2014 para 1,2%, de 1,8% na estimativaanterior, e para 1,3% em 2015, de 2,0% anteriormente.

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