Após leilão, ações de CCR e EcoRodovias sobem; Ibovespa fechou em alta de 0,21%

Com definição de consórcios vencedores de Galeão e Confins, empresas participantes tiveram ganhos no pregão

Economia & Negócios e Agência Estado, Atualizado às 18h09

22 de novembro de 2013 | 10h41

O leilão dos aeroportos do Galeão e de Confins, realizado nesta manhã, fez com que ações de empresas participantes da disputa subissem. Os papéis da CCR tiveram valorização de 1,26%, vendidos a R$ 18,48; os da EcoRodovias subiram 2,22%, cotados a R$ 14,24.

O consórcio liderado por CCR levou Confins, por R$ 1,82 bilhão (ou ágio de 66%). A EcoRodovias, apesar dos ganhos na bolsa, tentou arrematar o Galeão e não conseguiu, já que sua oferta não foi a de melhor ágio. O Consórcio liderado pela Odebrecht ganhou o leilão, com a oferta de R$ 19 bilhões.

O Ibovespa enecerrou o último pregão desta semana em alta de 0,21%, aos 52.800,74 pontos.

A bolsa começou o dia em queda, mas apagou as perdas graças à melhora das bolsas internacionais e alta dos papéis da Petrobras e Vale. As ações da estatal inverteram o sinal positivo antes do fechamento do pregão, no entanto, afetadas por rumores de que a reunião do Conselho de Administração que vai debater o gatilho para reajuste dos combustíveis pode ser novamente adiada, segundo fonte. A reunião, inicialmente, aconteceria nesta sexta-feira, mas ficou para o dia 29 por causa da falta de um consenso entre governo e estatal sobre a fórmula de reajuste. A nova data, segundo essas informações ainda não confirmadas oficialmente, seria marcada para depois de 6 de dezembro. As ações PN da Petrobras perderam 1,10% no dia, enquanto as ON recuaram 0,95%.

A licitação dos aeroportos de Galeão (RJ) e Confins (MG) ajudou também a impulsionar os negócios e foi comemorado pela presidente Dilma Rousseff como "muito bem sucedida". O consórcio liderado pela Odebrecht Transport venceu a concessão do Aeroporto de Galeão (RJ), ao ofertar R$ 19,018 bilhões, o que representa um ágio de 293,9%. O Aeroporto de Confins (MG) foi vencido pelo grupo liderado por CCR com uma proposta de R$ 1,82 bilhão, ou ágio de 66%. O valor global do leilão chegou a R$ 20,839 bilhões, o que representa um ágio de 251,7%. O resultado da oferta impulsionou as ações da CCR, que terminaram o dia com alta de 1,26%. Analistas alertaram, no entanto, que o dinheiro resultante da concessão dos aeroportos só começará a entrar nos cofres do governo em 2015 e em parcelas. Mesmo assim, o leilão foi visto como uma sinalização positiva para os próximos leilões, incluindo o da rodovia 163, previsto para a próxima semana.

O apetite por risco na bolsa foi limitado em parte por notícias do setor financeiro. Na próxima quarta-feira, os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) julgarão a correção das cadernetas de poupança nos planos Bresser (1987), Verão (1989), Collor 1 (1990) e Collor 2 (1991), uma conta que pode chegar a R$ 149 bilhões, segundo adiantou ontem o Broadcast, serviço em tempo real da Agência Estado. Até agora, os julgamentos de ações individuais, em todas as instâncias, foram integralmente favoráveis aos poupadores. A notícia provocou quedas acentuadas dos papéis do bancos, gerando temores que essas instituições terão perdas bilionárias, se a correção for aprovada. No encerramento do pregão: Banco do Brasil ON (-3,33%), Santander (-1,36%), Itaú Unibanco PN (-1,49%), Bradesco PN (-1,66%).

 

 

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