Dida Sampaio/Estadão
Dida Sampaio/Estadão

Após medidas de Levy, dólar fecha no menor nível desde dezembro

Dólar terminou a sessão em queda de 1,28% ante o real, cotado a R$ 2,61; operadores afirmam que maior fluxo de investidores estrangeiros pressionou baixa da moeda

Clarissa Mangueira, O Estado de S. Paulo

20 de janeiro de 2015 | 17h56


O dólar terminou nesta terça-feira, 20, na menor cotação de fechamento desde o dia 10 de dezembro, após o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, anunciar um pacote de medidas na noite de ontem para aumentar a arrecadação do governo.

O recuo do dólar também foi resultado de um movimento de ajuste depois de a moeda ter acentuado os ganhos no fim da tarde da segunda-feira, em meio à notícia do apagão que atingiu vários Estados brasileiros.

No fim da sessão, o dólar terminou com baixa de 1,28%, aos R$ 2,616.

O ministro da Fazenda, Joaquim Levy, anunciou, na noite de ontem, que o governo decidiu dobrar alíquota do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), de 1,5% para 3%, a partir de 1º de fevereiro. Além disso, informou o retorno da Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide) - R$ 0,22 por litro de gasolina -; o aumento do PIS/Cofins sobre a gasolina e o diesel; a alteração da cobrança do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para o setor de cosméticos; e o aumento da alíquota do PIS/Cofins sobre importados.

As medidas provocaram queda do dólar ante o real desde o início dos negócios, apesar de a moeda norte-americana subir ante outras divisas no exterior. Profissionais do mercado disseram, pela manhã, que o dólar foi pressionado no mercado doméstico por um fluxo de entrada de investidores estrangeiros. As expectativas em torno de um aumento de juros no Brasil, amanhã, e um anúncio de um programa de relaxamento monetário na Europa, na quinta-feira, atrai investidores interessados em aproveitar o diferencial dos rendimentos no âmbito doméstico e no exterior.

Durante a tarde, o dólar renovou mínimas na sessão, ainda sob o impacto do pacote de aumento de impostos e um movimento de ajuste, após os fortes ganhos registrados perto do fechamento dos negócios no balcão ontem. A moeda acelerou a alta no fim da tarde da segunda-feira após a notícia de que o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) tinha ordenado a empresas do setor que cortassem o fornecimento de energia.

O ONS estava reunido nesta tarde para discutir as razões que levaram ao apagão que atingiu dez estados e o Distrito Federal na tarde de ontem. O encontro, que acontece no Rio, é presidido pelo diretor da ONS, Hermes Chipp. A reunião não tem prazo para apresentar conclusões sobre as causas do apagão. Há também a possibilidade do encontro ser interrompido no final da tarde e continuar amanhã.

O Ministro de Minas e Energia, Eduardo Braga, disse na tarde de hoje que não houve falta de energia ontem, mas falha técnica na transmissão da energia. Segundo ele, o ONS irá adotar novas manobras para oferecer energia com tranquilidade à população.

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