Após operar em alta a maior parte da manhã, Bolsa tem oscilação

Às 11h50, o principal índice da Bolsa paulista registrava valorização de 0,18%, aos 69.351 pontos

Beth Moreira, da Agência Estado,

30 de setembro de 2010 | 11h59

A Bovespa opera em alta nesta quinta-feira, último pregão do mês de setembro, influenciada pela divulgação de dados econômicos positivos nos Estados Unidos. A valorização mais forte vista no início da sessão, no entanto, perdeu força no final do período com a virada das ações da Vale e desaceleração da alta de Petrobrás. As ações dos bancos, que iniciaram o dia com valorização, permanecem como o principal destaque de alta.

 

Às 11h50, o principal índice da Bolsa paulista registrava valorização de 0,18%, aos 69.351 pontos, após alcançar a máxima de 69.737 pontos (+0,73%). O giro financeiro era de R$ 2,46 bilhões, com previsão de R$ 10,1 bilhões para o fechamento. No mesmo momento, o Dow Jones operava em alta de 0,36%, enquanto o S&P 500 subia 0,43%.

 

As ações preferenciais da Petrobrás, que subiram mais forte durante a manhã, ainda se mantêm no campo positivo, dando continuidade à valorização registrada no pregão de ontem. Há pouco, o papel PN subia 0,22%, com giro de R$ 424,3 milhões, o maior do Ibovespa. Já a ON, que chegou a operar em alta, agora cede 0,90%, entre as maiores baixas do Ibovespa.

 

Em comunicado sobre a liquidação da oferta de ações, a estatal informou que os investidores estrangeiros ficaram com 11,74% das ações ordinárias e 11,23% das preferenciais da oferta pública de novas ações da empresa. Os dados não incluem o lote suplementar, de até 5% das ações. A participação baixa dos estrangeiros surpreendeu alguns operadores. "Ficou bem baixa", afirma um profissional.

 

OGX, do empresário Eike Batista, sobe 0,93%, reagindo a notícias de novas descobertas de petróleo em áreas administradas pela empresa. A empresa informou hoje que identificou presença de hidrocarbonetos, com indicativo de óleo leve e gás, na seção santoniana do poco OGX-19 (1-OGX-19A-RJS), no bloco BM-S-58 da Bacia de Santos, situado a 112 km da costa onde a lâmina d'água é de aproximadamente 172 metros. A OGX detém 100% de

participação no bloco.

 

Os bancos também dão sequência à alta dos últimos dias. As units do Santander avançam 2,69%, encabeçando a lista de maiores altas do Ibovespa. Banco do Brasil também aparece no grupo de altas com ganhos de 1,33%. Também sobem Itaú Unibanco (0,53%) e Bradesco (+0,68%).

 

O chefe de análise da SLW, Pedro Galdi, lembra que várias corretoras soltaram relatórios positivos sobre o setor nos últimos dias. Ele explica que indicadores internos como crédito, emprego, consumo e investimentos das empresas corroboram para as boas perspectivas.

 

Também figuram entre as maiores altas do Ibovespa Brasil Ecodiesel (+2,06%), Klabin PN (+1,70%), Braskem (+1,69%), Ultrapar (+1,68%) e CESP (+1,67%).

 

Entre as siderúrgicas, Usiminas continuam sendo destaque de alta com a ação PNA avançando 0,75% e a ON operando com ganhos de 1,50%, esta entre as maiores altas do Ibovespa. Gerdau sobe 0,35% e Gerdau Metalúrgica opera estável (0%). Já a CSN registra perdas de 0,34%.

 

As ações da Vale, que iniciaram o dia em alta, perderam fôlego antes do final da manhã. Vale PNA recua 0,09% e ON cede 0,15%. Mais cedo os metais básicos operam em leve baixa em Londres.

 

Construção

 

O setor de construção é um dos destaques de baixa com PDG (-1,54%), Cyrela (-1,31%) e Gafisa (-1,23%) entre as maiores quedas do Ibovespa. Também cai Rossi (-0,38%).

 

Também figuram entre as mais expressivas baixas do Ibovespa Fibria (-1,69%), B2W (-1,29%), Sabesp (-1,23%) e Embraer (-0,42%).

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