Após oscilar, Bovespa se firma em terreno positivo

Às 11h43, o principal índice da Bolsa paulista registrava valorização de 1,25%, aos 69.177 pontos

Beth Moreira, da Agência Estado,

23 de setembro de 2010 | 12h07

Após operar sem direção definida no início da sessão, influenciada de um lado pela divulgação de dados econômicos desfavoráveis na Europa e Estados Unidos, e de outro, pela alta das ações da Petrobrás, a Bovespa se firmou no campo positivo, com o rali das ações da estatal, que rouba a cena no pregão no dia da definição do preço por ação da oferta pública da empresa, que deve ser a maior da história.

Às 11h43, o principal índice da Bolsa paulista registrava valorização de 1,25%, aos 69.177 pontos, após alcançar a mínima de 67.892 pontos (-0,63%) e a máxima de 69.334 pontos (+1,48%). O giro financeiro era de R$ 2,40 bilhões, com previsão de R$ 10,2 bilhões para o fechamento. No mesmo momento, o Dow Jones operava em queda de 0,03%, enquanto o S&P 500 recuava 0,08%.

Os papéis da Petrobrás lideram hoje a lista de maiores altas do Ibovespa, com o PN avançando 3,43%, cotado a R$ 26,87, com giro de R$ 559 milhões, o maior do mercado. Já o ON sobe 2,76%, a R$ 30,50, com giro de R$ 105,3 milhões. A valorização dos papéis da Petrobrás vai na contramão da expectativa do mercado, que era de uma intensificação do movimento de venda dos papéis da empresa. Isso porque o preço será determinado com base nas cotações de fechamento na Bolsa hoje e nos pedidos feitos durante o processo de coleta de intenções de investimento.

Segundo fontes ouvidas pela Agência Estado, o mercado, que pressionava para reduzir as cotações das ações preferenciais (PN) para o patamar de R$ 23, já aceitava que o preço na oferta deve sair por volta de R$ 25. "O que estamos vendo hoje, no entanto, é uma briga para que a cotação da PN não fique abaixo dos R$ 26,00", afirma um operador.

Na mínima do dia, alcançada nos primeiros minutos do pregão, a ação preferencial da Petrobrás chegou a R$ 25,92. A cotação, no entanto, foi rapidamente revertida, chegando a bater na máxima de R$ 27,25. "Essa alta de hoje não tem fundamento, mas ao que parece, é uma briga de cachorros grandes", avalia um profissional.

Outro operador também considerou o movimento "estranho", justamente no dia que será anunciado o preço da ação na oferta pública da estatal. O profissional não descarta que o governo esteja defendendo as cotações à vista em meio a formação do preço para a operação.

A previsão é de que o preço da ação e o volume total da capitalização sejam conhecidos ainda hoje, após o fechamento do pregão. A reunião do conselho de administração da Petrobrás está marcada para hoje em São Paulo.

Varejo e bancos

As ações de empresas de consumo e bancos também são destaques de alta. Lojas Renner sobe 2,53% e B2W (+2,04%), ambas entre as maiores altas do Ibovespa. Outras empresas do setor também sobem: Lojas Americanas (+1,22%) e Natura (+1,40%). Operadores acreditam que os dados de emprego e renda divulgados hoje pelo IBGE beneficiam esse setor.

Segundo o instituto, a taxa de desemprego em agosto atingiu 6,7%, o que representa a menor taxa mensal apurada pelo instituto desde o início da série histórica, em março de 2002. O rendimento médio real dos trabalhadores atingiu R$ 1.472,10 em agosto, o maior patamar da série histórica da pesquisa mensal de emprego do IBGE.

Segundo profissionais do mercado, os bancos também são beneficiados pelos números do IBGE, dando continuidade à valorização vista ontem, quando subiram após a divulgação de dados positivos de crédito de agosto divulgados pelo Banco Central. Banco do Brasil sobe 2,12%, entre as maiores altas do Ibovespa. Outros bancos também sobem: Itaú Unibanco (+1,01%), Bradesco (+1,21%) e Santander (+0,74%).

Vale e siderúrgicas

As ações da Vale, que oscilaram no início do pregão, se firmaram em alta antes do final da manhã, com o papel PN subindo 1,68% e ON com ganhos de 1,69%. As siderúrgicas operam com sinais divergentes com Gerdau (-0,17%), Gerdau Metalúrgica (-0,52%), CSN ((+0,57%), Usiminas PNA ((+0,55%) e Usiminas ON (+1,46%).

Também figuram na lista de altas Cyrela (+2,45%), Brasil Foods (+2,35%) e Brasil Ecodiesel (+0,99%). Já a lista de maiores baixas era composta por papéis que subiram na véspera e hoje realizam como ALL (-1,45%). Também aparecem na lista Cielo (-1,12%), Redecard (-0,71%), Duratex (-0,60%), Telemar PNA (-0,45%), Sabesp (-0,39%) e Pão de Açúcar (-0,26%).

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