Após pesquisa indicar empate técnico entre Dilma e Marina, Bovespa tem dia de alta

No mercado, circulavam rumores de que Dilma estaria na liderança do segundo turno, mas pesquisa indicou empate técnico

LUCIANA ANTONELLO XAVIER, Estadão Conteúdo

11 de setembro de 2014 | 11h14

A Bovespa começou a quinta-feira, 11, em alta, descolada do exterior, para tentar se recuperar de perdas dos últimos seis pregões. Ajuda nesse processo o fato de a pesquisa do Datafolha, que saiu na quarta-feira à noite não ter confirmado os rumores de que Dilma Rousseff (PT) apareceria na liderança no segundo turno da disputa, embora a presidente e Marina Silva (PSB) estejam tecnicamente empatadas e a distância entre as duas tenha diminuído de sete para quatro pontos.

As ações da Petrobrás subiam ao redor de 2% na abertura. Esse fôlego, porém, pode ser testado com especulações em torno da pesquisa Ibope que é esperada para hoje, além do ingrediente adicional de volatilidade que é o vencimento de opções sobre ações de segunda-feira. 
No exterior, o discurso duro do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, contra o Estado Islâmico ontem, um dia antes do 13º aniversário dos atentos de 11 de setembro, traz cautela maior aos negócios e já traz repercussões entre líderes de outros países. Antes da abertura em Nova York, no entanto, a Bovespa começou a perder força. A Rússia alertou que os ataques dos EUA a grupos islâmicos na Síria violariam a lei internacional. Com isso, os juros dos Treasuries atingiram as mínimas e o dólar perdeu força ante o iene após informações de que a Rússia alertou os EUA contra ataques a grupos islâmicos na Síria e afirmou que tais ataques violariam a lei internacional. Autoridades sírias e iranianas também criticaram Obama. 
Às 11h32, o Ibovespa subia 0,46%, aos 58.466 pontos. As ações da Petrobras subiam 1,62% (PN) e 1,46% (ON). Em Nova York, o Dow Jones cedia 0,31%, o Nasdaq tinha queda de 0,32% e o S&P 500 cedia 0,31%. 
Na simulação para o dia 5 de outubro, a candidata à reeleição oscilou de 35% no levantamento anterior para 36% das intenções de voto agora, enquanto a ex-senadora Marina Silva (PSB) oscilou em baixa, passando de 34% para 33%. Aécio Neves (PSDB) soma 15%. No cenário para a segunda volta do pleito, a oscilação negativa de Marina, de 48% para 47%, e a variação positiva de Dilma, de 41% para 43%, levam a um novo empate técnico, mas com vantagem numérica para a candidata do PSB. A margem de erro da pesquisa é de dois pontos porcentuais.
Nos EUA, os pedidos de auxílio-desemprego norte-americano subiram para 315 mil, acima da previsão de 300 mil, enquanto os pedidos de auxílio-desemprego da semana anterior foram revisados para 304 mil, de 302 mil anteriormente.
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