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Após quatro altas seguidas, dólar fecha em queda de 0,70%, cotado a R$ 2,694

No exterior, moeda também perdeu terreno para o rublo e para a lira turca; expectativas de um ritmo mais intenso de alta da Selic também influenciam o movimento do câmbio nesta terça-feira

Clarissa Mangueira, O Estado de S. Paulo

03 Fevereiro 2015 | 17h03

SÃO PAULO - O dólar interrompeu uma sequência de quatro sessões seguidas de ganhos e fechou em queda, pressionado pelo recuo ante outras divisas no exterior, as expectativas de um ritmo mais intenso de alta da Selic, em março, e por um ajuste técnico que se seguiu à alta vista recentemente.

No fim da sessão, o dólar à vista terminou cotado a R$ 2,6940 (-0,70% no balcão). A moeda chegou a reduzir a queda ao longo da tarde e a operar próxima da estabilidade. Profissional ouvido pelo Broadcast afirmou que, no período de definição do ajuste diário do dólar para março (entre 15h50 e 16h00), o mercado puxou as cotações para cima, influenciando o dólar à vista. Este movimento coincidiu com a notícia de rebaixamento da nota de crédito da Petrobrás. Passado o ajuste no segmento futuro, o dólar para março voltou a acelerar as perdas e fez a moeda no balcão fechar na mínima, em um movimento técnico.

A agência de classificação de risco Fitch informou que rebaixou o rating da Petrobrás de BBB para BBB-, um nível acima da perda do grau de investimento. A agência também colocou os ratings em observação negativa.

O giro de negócios totalizava US$ 436 milhões, por volta das 16h30. No mercado futuro, o dólar para março recuava 1,27%, a US$ 2,7110, no mesmo horário.

No exterior, o dólar também perdeu terreno para o rublo, que foi impulsionado pela alta do petróleo, e para a lira turca, que ganhou força após o Banco Central da Turquia descartar a possibilidade de convocar uma reunião de emergência para cortar juros diante da desaceleração mais lenta do que se imaginava da inflação do país. Perto das 16h35, o dólar recuava 3,72% ante o rublo e 1,43% em relação à lira turca.

Apesar da queda dos juros futuros na sessão, a curva a termo continua a precificar majoritariamente uma elevação de 0,50 da taxa Selic em março. Na quarta-feira passada, um dia antes da divulgação da ata da última reunião da instituição, a possibilidade dessa alta era de apenas 3%.

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