Michael Probst/AP
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Após queda na última sessão, dólar volta a subir e vai a R$ 3,10

Alta foi impulsionada por fala de diretor do Fed, que defende aumento dos juros em setembro; Bolsa sobe com otimismo sobre acordo na Grécia

Luciana Antonello Xavier, Agência Estado

23 de junho de 2015 | 12h52

SÃO PAULO - O dólar opera em alta ante o real nesta terça-feira, 23, estendendo a valorização vista ante outras moedas. No exterior, a alta da moeda norte-americana se dá após as perdas de ontem e diante da demora em sair um acordo entre Grécia e credores. O dólar ganhou fôlego no exterior e renovou as máximas ante o real em reação à fala de Jerome Powell, diretor do Federal Reserve, que disse que vê condições para uma elevação de juros nos Estados Unidos em setembro. 

No Brasil, servem como ingredientes locais para enfraquecimento do real a possibilidade de corte na meta de superávit primário deste ano, de 1,1% para 0,6%, e também o fato de o fluxo cambial ter ficado negativo em junho até o dia 18 em US$ 3,128 bilhões. O ministro da Fazenda, Joaquim Levy, pode sinalizar a mudança na meta durante coletiva após 15 horas.

Às 12h45, o dólar à vista no balcão subia 0,52%, a R$ 3,097, depois de bater R$ 3,115 na máxima do dia. 

Bolsa. A Bovespa engatou mais uma abertura em alta nesta terça-feira, aproveitando o persistente otimismo com Grécia sobre as bolsas europeias e nova-iorquinas, ainda que um acordo com credores não tenha sido fechado. 

O avanço das ações da Petrobrás, Vale e bancos ajudavam a sustentar os ganhos da Bolsa, embora a cautela também permeie os negócios diante da expectativa de que haja redução na meta do superávit primário deste ano, além dos desdobramentos da Operação Lava Jato, que passaram a ser monitorados mais de perto após a prisão do presidente do grupo Odebrecht, Marcelo Odebrecht, na última sexta-feira. 

O Ibovespa subia 0,54%, aos 54.154 pontos. As ações da Braskem PNA subiam 3,94%, a maior alta do índice, apesar de a empresa ser alvo das investigações da Operação Lava Jato. Os papeis da Vale subiam 1,60% (PNA) e 1,78% (ON), mesmo após o minério de ferro ter fechado em queda de 0,2% na China. (Com Renata Pedini)

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