Após registrar queda, Bovespa agora opera de lado

Às 13h10, o principal índice da Bolsa registrava baixa de 0,01%, aos 66.549 pontos

Luciana Collet, da Agência Estado ,

15 de fevereiro de 2011 | 13h22

A Bovespa opera de lado neste início de tarde, após ter permanecido em queda durante a primeira hora e meia de pregão, com diversos papéis devolvendo parte dos ganhos registrados nos últimos dias. A divulgação de resultados estimula os negócios com Duratex, Tereos e São Martinho, principalmente; relatórios com recomendação também movimentam as operações.

Às 13h10, o principal índice da Bolsa registrava baixa de 0,01%, aos 66.549 pontos, após alcançar a mínima de 66.117 pontos (-0,66%) e máxima de 65.757 pontos (+0,30%). O giro financeiro era de R$ 1,87 bilhão, com previsão para alcançar R$ 6,28 bilhões no encerramento da sessão. Em Nova York, o Dow Jones cedia 0,47%, enquanto o S&P 500 recuava 0,45%.

Dentre as principais quedas do índice, destaque para BM&FBovespa, que recua 2,66% após a Bats Global Markets, operadora global de bolsas de valores, ter anunciado que assinou um memorando de entendimentos com a gestora de recursos Claritas para explorar oportunidades no mercado brasileiro.

Pelo acordo, as duas instituições irão trabalhar juntas na criação de um nova bolsa de valores no País, que contará com serviços de clearing e custódia.

Operadores lembram de que rumores sobre a criação de uma bolsa concorrente já vinham pressionando os papéis da companhia. De fato, o papel acumula queda de 10% em 2011, enquanto Ibovespa recua 3,8% no período.

Profissionais avaliam que a concorrência pode forçar a BM&FBovespa a reduzir tarifas, o que teria impacto nas receitas, mas consideram que as fortes barreiras à entrada de uma outra bolsa limitam um pouco a pressão sobre a empresa no curto prazo.

As ações da Cetip também recuam, 1,20%, com 226 negócios.

Entre as maiores quedas do Ibovespa também figuravam papéis que ontem se destacaram entre as altas do Ibovespa, como ALL (-2,38%), Cyrela ON (-1,51%) e Brookfield (-1,36%).

Entre as construtoras, o destaque de alta é MRV (+1,47%), que figura entre as maiores altas do Ibovespa depois que a companhia informou suas projeções (guidance) para 2011 nos indicadores de vendas contratadas (parte MRV) e margem Ebitda. A estimativa da empresa é alcançar neste ano fiscal entre R$ 4,3 bilhões e R$ 4,7 bilhões em vendas contratadas (parte própria) e margem Ebitda na faixa de 25% a 28%.

Mas as altas do Ibovespa eram lideradas por MMX, que registrava ganhos de 4,06%. Nos últimos dias, grandes bancos divulgaram relatórios sobre a empresa, considerando que o preço das ações está em um bom ponto de entrada e lembrando o atual ciclo de alta do minério de ferro.

Já Vale PNA recua 0,28% e a ação ON sobe 0,36%.

Entre as siderúrgicas, Usiminas ON sobe +2,49%, também entre as maiores altas do Ibovespa, enquanto a PNA da siderúrgica avança 0,69%. CSN ON recua 0,40% e Gerdau PN ganha 0,78%.

Ainda entre as maiores altas do índice: Sabesp ON (+2,75%); units do Santander (+1,54%); Natura ON (+1,48%); Itaú Unibanco PN (+1,29%); Brasil Ecodiesel (+1,20%) e Banco do Brasil ON (+1,11%).

Tudo o que sabemos sobre:
bolsaBovespaValeBM&FBovespa

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.