Após seis altas, Bovespa cai 1,1%

Bolsa de São Paulo acompanhou movimento do exterior; desempenho positivamente meteórico da OGX nos últimos dias também foi rompido, com queda de 15%

Claudia Violante, da Agência Estado,

17 de outubro de 2013 | 17h42

Em dia de ata do Copom e após o Congresso norte-americano ter aprovado o acordo sobre o prazo do teto fiscal, a Bovespa operou no mesmo sentido do Dow Jones: em queda. Assim, interrompeu uma sequência de seis altas consecutivas. O desempenho doméstico, no entanto, foi amplificado pelo recuo forte do setor siderúrgico e de OGX. Petrobrás PN, que também tem grande peso no índice, operou no vermelho quase o dia todo e também deu sua contribuição, enquanto Vale e bancos subiram.

O Ibovespa terminou o dia em baixa de 1,10%, aos 55.358,13 pontos. Na mínima, registrou 55.146 pontos (-1,48%) e, na máxima, 56.168 pontos (+0,35%). No mês, acumula ganho de 5,77% e, no ano, queda de 9,18%. O giro financeiro totalizou R$ 7,737 bilhões. Os dados são preliminares.

Líder de alta do índice nos três últimos pregões, os papéis da OGX devolveram parte do desempenho acumulado, de quase 124% no período. Nesta quinta, lideraram as perdas, num processo atribuído pelos profissionais a uma realização de lucros.

A pressão de baixa no Ibovespa veio ainda do setor siderúrgico, prejudicado por relatórios do Bank of America (BofA) e UBS. O BofA reduziu a recomendação de Gerdau e Usiminas para neutro e reiterou recomendação underperform para CSN. Além disso, reduziu o preço alvo das ações. Já o UBS iniciou a cobertura do setor com recomendação de compra para Gerdau e venda para CSN e Usiminas.

Gerdau PN caiu 3,93%, Metalúrgica Gerdau PN, -4,54%, Usiminas PNA, -6,12%, Usiminas ON, -5,93%, CSN ON, -1,45%.

Petrobrás também pressionou o índice, com a queda de 0,76% na ação PN. A ON subiu 0,18%, puxada pela forte atuação de um investidor estrangeiro na compra.

Na madrugada, os trabalhadores da estatal iniciaram paralisação e interromperam, segundo a Frente Única dos Petroleiros (FUP), a produção em plataformas, refinarias, terminais e sedes administrativas da estatal em todo o País. Os grevistas querem a suspensão do leilão de Libra, na segunda-feira. O ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, ele garantiu que a venda ocorrerá.

Vale ON teve ganho de 1,19% e a PNA, de 1,49%.

No setor financeiro, os papéis subiram, recuperando parte do atraso recente em parte estimulados pela ata do último encontro do Copom. O documento sinalizou que o ciclo de alta não acabou e o mercado agora trabalha com mais 0,50 ponto de elevação no encontro do Banco Central de novembro. Bradesco PN subiu 0,37%, Itaú Unibanco PN, 1,04%, BB ON caía 0,04%, e Santander Unit subia 0,26%.

Nos EUA, depois de operar em queda o dia todo, o Dow Jones melhorou a minutos do final e acabou fechando praticamente estável, com -0,01%, aos 15.371,65 pontos. O S&P subiu 0,67%, para o nível recorde de 1.733,15 pontos, e o Nasdaq teve valorização de 0,62%, aos 3.863,15 pontos.

Na quarta-feira, o Congresso norte-americano aprovou projeto para financiar o governo até 15 de janeiro e suspender o teto da dívida até 7 de fevereiro do próximo ano. A proposta seguiu para sanção do presidente Barack Obama já no início da madrugada, o que permitiu o retorno dos servidores públicos ao trabalho nesta quinta-feira. O acordo resolveu a questão temporariamente, já que em breve as discussões sobre o Orçamento terão que ser retomadas.

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