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Após S&P manter nota do País, dólar e juros futuros aceleram queda

Decisão da agência de classificação de risco teve reflexo direto no mercado financeiro no final da tarde desta segunda-feira; dólar futuro, para abril, que já vinha em queda durante o dia, acelerou esse movimento e fechou em R$ 3,1450, um recuo de 3,05%

FABRÍCIO DE CASTRO, CLARISSA MANGUEIRA , O Estado de S. Paulo

23 de março de 2015 | 21h30

A notícia de que a agência de classificação de risco Standard & Poor’s (S&P) manteve a nota do Brasil em BBB-, dentro do patamar de grau de investimento, teve reflexo direto no mercado financeiro no final da tarde desta segunda-feira. O dólar futuro, para abril, que já vinha em queda durante todo o dia, acelerou esse movimento e fechou em R$ 3,1450, um recuo de 3,05%.

Nos juros futuros, aconteceu a mesma coisa: a queda que já vinha ocorrendo foi acentuada após a divulgação da notícia. Com isso, os contratos de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento em junho de 2015 projetavam 12,83%, na mínima, ante 12,859% na sexta-feira. O DI para janeiro de 2016 indicava 13,56%, ante 13,69%.

No caso do dólar à vista, o mercado já estava fechado quando o anúncio da S&P foi feito. Portanto, não teve repercussão nas cotações. Mesmo assim, esta segunda-feira foi um dia de queda forte nas cotações. A moeda americana fechou cotada a R$ 3,1510, com queda de 2,66% em relação ao fechamento de sexta-feira. Foi a maior queda de cotação em um dia desde 18 de setembro de 2013.

“O movimento hoje (segunda-feira) foi generalizado de queda do dólar. E como nossa moeda (o real) exagerou bastante nas últimas semanas, sendo a que mais depreciou ante a moeda americana, ela também reage mais”, comentou profissional da mesa de câmbio de um banco que falou sob a condição de anonimato. “O estrangeiro comprou bastante dólares nos últimos meses. Então eles aproveitaram para realizar lucros.”

Esta tendência foi vista desde o início do dia, com o dólar recuando ante o real, o euro e as divisas de países emergentes ou exportadores de commodities. O comunicado de política monetária do Fed (o banco central americano) da semana passada continuou permeando os negócios, com analistas avaliando que a alta de juros nos EUA tende a ficar mais para o fim do ano. Além disso, as notícias eram favoráveis a uma solução para a crise grega, o que favorecia a venda de dólares e a compra de euros.

No Brasil, o ambiente político esteve mais calmo, com o mercado reagindo bem às notícias de que a presidente Dilma Rousseff havia colocado em prática, sob conselho do ex-presidente Lula, o afastamento do ministro da Casa Civil, Aloizio Mercadante, da articulação política do governo.

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