Após sexta queda seguida, Bolsa acumula 5,97% de perdas

Assim como no comércio de câmbio, mercado acionário sofre influência do cenário eleitoral; no dia, Ibovespa recuou 0,81%

Clarissa Mangueira, Agência Estado

10 de setembro de 2014 | 17h55

A Bovespa estendeu as perdas pelo sexto dia seguido e fechou em queda nesta quarta-feira, à medida que as especulações sobre a disputa eleitoral continuaram a influenciar o sentimento no mercado. Segundo operadores, a Bolsa também foi impactada pela movimentação em torno do vencimento de opções sobre ações, na próxima segunda-feira.

O Ibovespa encerrou com queda de 0,81%, aos 58.198,66 pontos, acumulando perdas de 5,97% nos últimos seis pregões. O giro financeiro somou R$ 7,861 bilhões. Na máxima, o índice atingiu 58.675 pontos (estável) e na mínima, registrou 57.450 pontos (-2,09%). Em setembro, o Ibovespa acumula baixa de 5,04% e, em 2014, alta de 12,99%. 

A Bovespa abriu a sessão em queda e acelerou as perdas mais tarde, após o Vox Populi ter apontado que a presidente Dilma Rousseff tem 36% das intenções de voto no primeiro turno ante 28% da candidata do PSB, Marina Silva, e 15% do candidato Aécio Neves (PSDB). Na simulação de segundo turno, Marina aparece com 42% das intenções contra 41% de Dilma. Amanhã, são esperados os números do Ibope. O levantamento confirmou o cenário mostrado pela CNT/MDA, divulgado ontem.

Durante a tarde, a bolsa renovou máximas seguidas e chegou a cair mais de 2%, em meio a rumores de que a pesquisa Datafolha, que será divulgada na noite de hoje, mostrará Dilma à frente de Marina nas intenções de voto para o segundo turno. Além dos fatores políticos, o quadro externo também favoreceu a realização de lucros na Bovespa, diante da percepção de que o Federal Reserve pode começar a sinalizar com mais clareza o momento da alta das taxas dos Fed Funds.

No fim da sessão, a bolsa reduziu um pouco as perdas, recuperando o nível dos 58 mil pontos. Segundo um operador do mercado, na reta final dos negócios, o Ibovespa recebeu algum suporte após ficar abaixo desse nível, que é considerado um ponto gráfico importante. "O Ibovespa não teve fôlego para se sustentar abaixo desse patamar", destacou.

Entre as maiores quedas da sessão, estavam os papéis das estatais, sobretudo Petrobras. A ação PN da companhia recuou 2,47% e a ON, caiu 2,40%. Banco do Brasil ON (-1,58%). As ações ON do Itaú Unibanco recuaram 1,08%, enquanto Bradesco PN perdeu 2,40%. Pesou ainda sobre o setor financeiro, o rebaixamento da perspectiva, de estável para negativa, do rating de bancos que atuam no País, entre eles o BB, anunciado ontem pela agência de classificação de risco Moody's. As units do Santander também recuaram 0,13%, afetadas ainda pela morte do presidente do grupo, Emilio Botín, em Madri, aos 79 anos.

As ações da Vale voltaram a sofrer com a queda dos preços do minério de ferro. O preço do insumo renovou a mínima em cinco anos, ao atingir US$ 82,2 a tonelada seca. Trata-se do menor valor desde o dia 23 de setembro de 2009. Vale ON teve perda de 0,73% e Vale PNA, de 0,60%. As siderúrgicas também cederam, com Gerdau PN em -2,75% e Usiminas ON em -3,30%.

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