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Petrobrás sobe 8,48% e impulsiona Bolsa; dólar cai 0,53%, a R$ 3,74

Papéis da estatal recuperam parte das perdas dos últimos dias e impulsionam alta de 1,76% da Bolsa

Altamiro Silva Júnior e Paula Dias, O Estado de S.Paulo

04 Junho 2018 | 11h42
Atualizado 04 Junho 2018 | 19h07

O Ibovespa encerrou o pregão desta segunda-feira, 04, com ganho de 1,76%, aos 78.596,06 pontos, impulsionado principalmente pelas ações da Petrobras, que subiram 8,48% (PN) e 5,83% (ON). A alta dos papéis foi um ajuste técnico após as fortes quedas na última sexta-feira, quando Pedro Parente deixou o comando da estatal. Já o dólar, com baixo volume de negócios, terminou em queda de 0,53%, a R$ 3,7409, acompanhando o desempenho da moeda americana frente à maior parte das divisas.

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Apesar da alta nos papéis da estatal, ainda há entre os investidores um temor sobre a possibilidade de o governo abandonar a paridade internacional na sua política de preços, além de uma série de dúvidas sobre como será concretizado o acordo em torno do diesel e quais serão seus impactos na política fiscal do País. A nomeação do diretor financeiro Ivan Monteiro como novo presidente da empresa foi recebida sem sobressaltos.

"Creio que o mercado de certa forma deu o benefício da dúvida à Petrobras hoje, levando em conta que os movimentos dos últimos dias foi muito exagerado. A expectativa é de que o governo consiga encontrar um bom termo para a questão dos combustíveis, de forma a suavizar preços sem mudar a política da empresa", disse Shin Lai, estrategista da Upside Investor.

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Mas o dia foi de recuperação bastante pulverizada na Bolsa, tendo bancos, elétricas e siderúrgicas entre os destaques de alta. Na sexta-feira, aliás, foi o bom desempenho de outras blue chips que garantiu uma alta de 0,63% ao Ibovespa, apesar dos tombos das ações da Petrobras. Entre as ações que compõem o índice, a maior alta de hoje ficou com CSN ON, que disparou 14,93% após ter sua recomendação alterada de "neutra" para "acima da média" pelo Credit Suisse. Segundo um operador, parte da alta acabou sendo impulsionada por movimentos de cobertura de posições vendidas no papel.

Dólar. Depois da forte volatilidade da última semana, o dólar teve um dia relativamente calmo nesta segunda-feira, influenciado pelo bom humor no mercado externo, que fez a moeda dos Estados Unidos perder valor ante às principais divisas dos países desenvolvidos e dos mercados emergentes. Na mínima do dia, o dólar à vista chegou a cair para R$ 3,7264, no começo da tarde, mas a divisa não conseguiu se sustentar abaixo do patamar de R$ 3,73 e terminou o dia em R$ 3,7409 (-0,53%). Na máxima, bateu em R$ 3,7542.

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O dia foi marcado por menor volume de negócios, movimento comum em começos de mês, com os investidores esperando os próximos eventos no mercado doméstico e no exterior para montar posições mais firmes. No mercado à vista, o volume somou US$ 1,3 bilhão, enquanto no mercado futuro chegava a US$ 12,8 bilhões perto das 17h30, abaixo da média de sessões anteriores. "O mercado ficou tranquilo hoje, principalmente depois da volatilidade da semana passada. É começo de mês e o pessoal demora um pouco mais para formar posições", afirma o operador de câmbio da corretora Spinelli, José Carlos Amado.

No exterior, um dos eventos mais aguardados dos próximos dias é a reunião deste mês do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc), que reúne os principais dirigentes do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano), dias 12 e 13. Após dados mais fortes do que o previsto do mercado de trabalho dos EUA em maio, divulgados na última sexta-feira, cresceu a aposta de que o BC deve elevar os juros ao menos quatro vezes este ano.

"Após 6 semanas de ganhos constantes, o dólar está finalmente mostrando sinais de exaustão", afirma a diretora da BK Asset Management, Kathy Lien, ressaltando que a reunião do Fomc na semana que vem pode mudar essa tendência, dependendo do que o Fed sinalizar sobre os rumos para as altas de juros.

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