JF Diorio/Estadão
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Após tombo, ações da JBS disparam e fecham em alta de 9,53%

Papéis do grupo tiveram a maior alta do Ibovespa depois de derreterem na véspera; alguns analistas passaram a recomendar a compra

Renato Carvalho, O Estado de S.Paulo

23 de maio de 2017 | 18h17

Com uma "disparada" na parte da tarde, as ações da JBS terminaram com a maior alta do Ibovespa nesta terça-feira, após caírem mais de 30% ontem, e operarem em baixa até o começo da tarde. Analistas fazem algumas ponderações sobre o futuro da empresa, e chegam inclusive a recomendar a compra do papel neste momento, mesmo com as incertezas com o desdobramento das delações e investigações da Polícia Federal.

JBS ON fechou em alta de 9,53%. Em comentário de hoje, o BTG Pactual afirma que o rebaixamento da JBS feito pelo banco em setembro do ano passado, após o anúncio da Operação Greenfield, levou em conta preocupações que agora fazem sentido. Mas o BTG levanta alguns pontos importantes sobre a companhia. O Índice Bovespa teve um dia de recuperação e avançou 1,60%, aos 62.662,48 pontos.

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Para os analistas Thiago Duarte e Vito Ferreira, as dívidas da JBS são formadas principalmente por tipos de débitos muito líquidos, e não é certo que os bancos vão cortar as linhas para a companhia e os refinanciamentos, já que as grandes instituições são muitos expostas à JBS.

O BTG levanta ainda a dúvida se os acordos em discussão com a Justiça brasileira serão pagos pela JBS ou pelos controladores. Mas há outras possibilidades de punições financeiras, como a atuação no mercado de câmbio que está sendo analisada pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

Em um cenário de Ebitda "normalizado" em 2017 e assumindo riscos de refinanciamento, a análise conservadora do BTG Pactual projeta um potencial de valorização da ação da JBS. Os analistas lembram que a cada R$ 1 bilhão em multas que a companhia poderia pagar, o impacto é de R$ 0,37 no papel.

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Um operador lembra que ainda ontem, o Citi recomendou a seus clientes a compra da ação. Ele conta que a avaliação do banco norte-americano é que os riscos operacionais para a companhia são baixos no curto prazo, já que poucos clientes parariam de comprar os produtos da JBS.

Com exceção de Marfrig, as outras empresas do setor de alimentos também tiveram bons desempenhos hoje. Fecharam nas máximas BRF ON (+2,52%) e Minerva ON (+4,58%). Marfrig ON caiu 0,76%.

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