Após três altas seguidas, Bolsa fecha em queda de 1,63%

Afetado pelo recuo das bolsas de Nova York, Ibovespa fecha em baixa, aos 57.103,14 pontos

Clarissa Mangueira, O Estado de S. Paulo

06 Maio 2015 | 17h41

A Bovespa interrompeu uma série de três altas consecutivas e fechou em queda de quase 2% nesta quarta-feira, afetada por uma realização de lucros e pelo recuo das bolsas de Nova York. No término do pregão, a Bolsa brasileira indicou queda de 1,63%, aos 57.103,14 pontos, depois de ter oscilado entre uma mínima de 56.820 pontos (-2,12%) e uma máxima de 58.575 pontos (+0,90%). O volume de negócios totalizou R$ 9,318 bilhões, segundo dados preliminares. Até agora, no ano, a Bovespa tem alta de 14,19% e, em maio, avanço de 1,55%.

A Bovespa iniciou a sessão em alta, mas inverteu o sinal depois da abertura das bolsas em Nova York. Os índices acionários americanos tentaram se recuperar das perdas da véspera, mas reagiram mal a dados divulgados nos EUA. A pesquisa da ADP mostrou criação de 169 mil empregos no mês passado, abaixo das 205 mil novas vagas esperadas. Outro relatório apontou que a produtividade da mão de obra registrou queda de 1,9% no primeiro trimestre.

No fim da manhã, declarações da presidente do Federal Reserve, Janet Yellen, somadas a discursos de dirigentes do banco, durante a tarde, fizeram com que as ações nos EUA acelerassem a queda e batessem mínimas no dia. Yellen afirmou que "os valores do mercado de ações, neste ponto, estão em geral bastante elevados". Sobre os juros, Yellen disse que as taxas baixas são necessárias para atingir o pleno emprego e a estabilidade de preços, além de trazer "efeitos positivos" para a estabilidade financeira. Já o presidente do Fed de Atlanta, Dennis Lockhart, e a presidente do Fed de Kansas City, Esther George, disseram nesta tarde que uma eventual alta nos juros pode ser adotada em qualquer reunião do comitê de política monetária da instituição.

No noticiário corporativo, o destacou ficou por conta da divulgação de balanços. A Ambev reportou lucro líquido de R$ 2,810 bilhões no primeiro trimestre de 2015, com alta de 10,4% ante igual período do ano passado. A ação da companhia terminou a sessão com alta de 0,46%.

A CSN informou um lucro líquido de R$ 392 milhões no primeiro trimestre de 2015, ante um lucro de R$ 52 milhões observados um ano antes. Já a Gerdau teve lucro líquido de R$ 267,440 milhões no primeiro trimestre, queda de 39,3% sobre mesmo período de 2014. No fechamento, CSN ON (+0,33%) e da Gerdau (-4,03%).

Os papéis da Vale, Petrobras e bancos recuaram, pressionados pela onda de vendas conduzida pelos estrangeiros na Bovespa hoje, depois de terem atuado forte na ponta compradora nos últimos dias. Vale ON (-7,87%), Vale PNA (-4,53%), Petrobras ON (-5,43%), Petrobras PN (-5,15%), BB ON (-0,22%), Bradesco ON (-1,49%), Bradesco PN (-2,53%) e Itaú Unibanco (-2,51%).

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