Apple e IBM se unem para criação de aplicativos

A Apple e a IBM informaram que vão atuar juntas na criação de aplicativos de negócios e venda de iPhones e iPads para clientes corporativos.

AE, Agência Estado

15 de julho de 2014 | 20h33

O acordo ajuda a Apple a levar o iPhone e o iPad - já difundidos entre os consumidores - para o mundo dos negócios, enquanto a IBM busca direcionar seu software de negócios aos dispositivos móveis cada vez mais usados pelos funcionários.

A parceria entre as duas empresas seria impensável 30 anos atrás, quando a Apple atacou a IBM em um comercial intitulado "1984", apresentando a IBM como o big brother que protege o status quo, enquanto o Macintosh da Apple oferecia um caminho para a liberdade.

Mas as duas empresas têm evoluído desde aqueles dias. A Apple ainda produz computadores pessoais Mac, mas seus principais produtos são os dispositivos móveis. A IBM, por sua vez, vendeu seu negócio de computadores pessoais para a Lenovo em 2005 e se reposicionou como um fornecedor de software e serviços de computação.

"Em 1984, éramos concorrentes. Em 2014, eu não acho que você possa encontrar duas empresas mais complementares", disse o presidente-executivo da Apple, Tim Cook, em uma entrevista conjunta com a presidente da IBM, Virginia Rometty. "Este é um negócio realmente marcante", destacou Cook.

As empresas esperam aproveitar a experiência dos consultores da IBM com clientes corporativos para criar aplicativos de negócios que ofereçam simplicidade - uma característica dos produtos da Apple -, como acontece hoje com os aplicativos voltados a consumidores. Eles deverão contar com serviços de computação da IBM, como análise de segurança, gerenciamento de dispositivos e de dados. Pelo acordo, os funcionários da IBM darão suporte aos produtos da Apple dentro de empresas.

"Este é apenas o começo", disse Rometty, citando dados que mostram que a maioria dos smartphones dentro das empresas são utilizados apenas para e-mail e calendário. Segundo a presidente da IBM, as empresas pretendem explorar esse potencial para criar novos aplicativos de negócios. Fonte: Dow Jones Newswires.

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